Hackers roubam US$ 6,3 bilhões da Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo O presidente americano Donald Trump afirmou nesta sexta-feira (30) que os Estados Unidos estão investigando se hackers da Coreia do Norte estão por trás do ataque hacker contra a Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo. "Estamos investigando", disse Trump a jornalistas na Casa Branca, ao ser questionado se o ataque deveria ser atribuído a um grupo de hackers da Coreia do Norte. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem?

Mande para o g1 "Você sabe como era antigamente, quando você assinava um cheque e o sacava? Essas pessoas são diferentes. Nunca mais vemos o dinheiro.

Então, sempre achei isso um pouco perigoso", afirmou. A ação contra a Binance levou cerca de 20 minutos, terminou com o roubo de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões) e é apontada como o maior ataque hacker da história do setor de criptomoedas.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, em foto de 30 de outubro de 2026 AFP/Alex Wroblewski Binance: notebook invadido pode ter aberto caminho para roubo bilionário Segundo a Reuters, a Binance está trabalhando com autoridades policiais em todo o mundo, incluindo o Departamento Federal de Investigação (FBI) e o Serviço Secreto dos Estados Unidos (USSS).

As empresas americanas TRM Labs e Chainalysis, especializadas em rastrear movimentações de criptomoedas, afirmam que os responsáveis pelo roubo são hackers ligados à Coreia do Norte. Mas a Binance afirmou pela manhã que não tinha identificado os criminosos. A empresa informou que investimentos de clientes brasileiros permanecem seguros porque são ativos mantidos em cold wallets, conhecidas como carteiras frias.

Apesar da garantia de segurança, os saques de criptomoedas foram temporariamente suspensos. 🔎 Cold wallet, ou carteira fria, é uma forma de guardar criptomoedas que mantém as chaves necessárias para movimentá-las desconectadas da internet. Isso dificulta a ação de hackers e reduz o risco de roubos virtuais, mas não elimina completamente a possibilidade de perdas.

Em comunicado, a Binance disse que, no Brasil, segue as regras do Banco Central, que, desde fevereiro, exige a separação dos recursos dos usuários aos da corretora. A exigência, porém, não elimina o risco de ataques hackers nem garante o ressarcimento de eventuais perdas. Hackers roubam US$ 6 bilhões em criptomoedas