Candidato ao senado Plínio Valério pelo PSDB Márcio Eduardo/Rede Amazônica O senador e candidato à reeleição pelo Amazonas, Plínio Valério (PSDB), chamou o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) de "o maior câncer deste país" durante sabatina concedida à Rede Amazônica. Na entrevista, ele também defendeu a Zona Franca de Manaus, criticou a política ambiental do governo federal e citou propostas apresentadas durante o mandato.
Plínio teve a candidatura à reeleição confirmada pela Federação PSDB/Cidadania em convenção realizada em Manaus. Ele foi eleito senador em 2018 com 834.809 votos e busca um novo mandato. A federação não apoia candidatos ao Governo do Amazonas no primeiro turno.
Durante a entrevista, o parlamentar comentou declarações anteriores sobre tributos da Zona Franca de Manaus. Ele afirmou que conta com consultores do Senado para tratar de temas técnicos e disse que sua atuação está voltada à defesa política do modelo econômico. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp "Não disse que não entendo da Zona Franca, disse que de tributos quem entende são os consultores.
Defender a Zona Franca é entender que os empregos são importantes. Falei do modelo na tribuna mais de 800 vezes. Aprovamos leis importantes como a autonomia do Banco Central, mamografia no SUS aos 40 anos e espaço para autistas em estádios.
Venho prestar contas do que produz", afirmou. Agora no g1 Meio ambiente e atuação de órgãos federais Ao falar sobre a atuação de órgãos ambientais na Amazônia, Plínio citou a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das ONGs, que presidiu no Senado, e fez críticas ao ICMBio. Segundo ele, as políticas de preservação precisam ser conciliadas com as necessidades das populações que vivem na região.
"O ICMBio é a maior câncer que tem neste país. Reserva 15 mil campos de futebol em Itacoatiara para proteger 100 sauís-de-coleira e faz malvadezas com a população. O meio ambiente é importante, mas o cidadão tem quase 60% de pobreza.
Como tolerar ONGs proibindo de pegar o pirarucu? O meio ambiente tem que estar junto com o ser humano", disse. O senador também comentou a política ambiental do governo federal e fez críticas à atuação da ex-ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.
Segundo ele, as ações de preservação devem considerar a realidade socioeconômica da população amazônica. "A ministra Marina Silva enxerga a Amazônia como um santuário intocável e ignora que aqui vivem 30 milhões de pessoas. Não podemos aceitar uma gestão que prioriza exigências externas enquanto o nosso povo enfrenta quase 60% de pobreza.
O meio ambiente precisa caminhar ao lado do desenvolvimento e do ser humano", afirmou. Questionado sobre sua atuação legislativa, Plínio destacou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 16/2019, de sua autoria, que estabelece mandato de oito anos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). "Alguns ministros se julgam semideuses porque entram e só saem aos 75 anos.
Passam 30, 36 anos no cargo, não pegam mais ônibus e acham que não devem satisfações a ninguém. O Supremo usurpou a prerrogativa de legislar, que é do Senado. Fixar mandato de 8 anos é essencial para dar um freio e oxigenar a Corte", concluiu.
Entrevistas com candidatos ao Senado A entrevista de Plínio Valério faz parte de uma rodada de sabatinas com candidatos ao Senado promovida pela Rede Amazônica durante a cobertura das eleições de 2026. As entrevistas são realizadas ao vivo no Bom Dia Amazonas entre esta segunda (31) e sexta-feira (40 A ordem das entrevistas foi definida por sorteio em uma reunião realizada em 20 de agosto, na sede da Rede Amazônica.
Cada candidato terá 25 minutos de entrevista, com um minuto de tolerância para a conclusão da última resposta. A ordem definida foi: segunda-feira (31): Plínio Valério (PSDB); terça-feira (1º): Wilson Lima (União Brasil); quarta-feira(2): Capitão Alberto Neto (PL); sexta-feira (4): Eduardo Braga (MDB).
