Júri popular em Florianópolis: padrasto do menino Moisés é julgado pelo Tribunal do Júri O padrasto de um menino de 4 anos, morto com sinais de maus-tratos em Florianópolis, foi condenado a 44 anos de prisão em regime fechado por homicídio e tortura. A sentença foi proferida pelo Tribunal do Júri na noite de quinta-feira (3) e confirmada pelo Ministério Público (MP). A morte do enteado do homem aconteceu em 17 de agosto de 2025.

Segundo a denúncia, as agressões ocorreram entre 8h e 13h na casa onde o menino vivia com a mãe e o padrasto, na região sul da capital. A vítima foi atingida por diversos golpes contundentes que provocaram a morte, enquanto estava sob os cuidados do réu, preso desde então, afirmou o MP. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp O g1 tentava contato com a defesa do padrastro condenado até a última atualização desta reportagem.

A denúncia também apontou que o menino havia sido submetido a episódios anteriores de tortura na residência onde vivia. Um dos fatos ocorreu em 1º de abril de 2025, quando estava com o padrasto. A criança teria sido submetida a intenso sofrimento físico e mental como forma de castigo.

A mãe da criança também foi denunciada pelo MP, mas o pedido foi rejeitado pelo Juízo. Contudo, houve recurso do MPSC, que foi provido pelo Tribunal de Justiça para que a denúncia fosse recebida. Agora, o caso aguarda o julgamento de recurso feito pela defesa.

Procurado, o advogado Eduardo Dalmedico Ribeiro, que faz a defesa da mãe do menino, afirmou que não irá se manifestar sobre a condenação, mas disse que aguarda o julgamento dos embargos infringentes sobre o caso dela. Condenação Homicídio qualificado: Artigo 121, § 2º, incisos I (motivo torpe), III (meio cruel), IX (contra menor de 14 anos), combinado com o § 2º-B, incisos I e II (aumento de pena por crime praticado por padrasto) do Código Penal.

Crime de tortura: Artigo 1º, inciso II, § 4º, inciso II (crime cometido contra criança), da Lei nº 9.455/97, aplicado por quatro vezes. O projeto do Multihospital de Florianópolis está entre os finalistas do MIPIM Awards 2025 Divugação/PMF Relembre o caso O crime foi descoberto após a vítima ser levada ao Multi-hospital da capital desacordada e em parada cardiorrespiratória. O casal foi detido após a morte, mas a mulher foi solta na sequência.

O homem teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. A NSC TV teve acesso a um relatório que embasou o inquérito policial sobre o caso, que reúne várias trocas de mensagens, em dias diferentes, entre a mãe do menino e o padrasto, que apontaram que o homem agredia a criança, com o conhecimento da mãe. A polícia também descobriu no celular do padrasto uma pesquisa em um aplicativo de inteligência artificial, com sessão ainda ativa no dia da morte do menino.

A pergunta feita foi: "o que acontece se ficar enforcando muito uma criança". MPSC oferece denúncia no caso Moisés, em Florianópolis VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias