Força-tarefa retira estruturas e lixo em Campos Júnior Marins Uma força-tarefa começou nesta quarta-feira (26) para limpar e reorganizar a área localizada sob a Ponte Saturnino de Brito, no bairro da Lapa, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. O espaço, às margens do Rio Paraíba do Sul, vinha sendo alvo de reclamações de moradores da região por causa do acúmulo de lixo, estruturas improvisadas e da sensação de insegurança.
A estimativa é que cerca de 20 toneladas de materiais sejam retiradas durante os trabalhos, que vão continuar até sexta-feira (28). 📱 Siga o canal do g1 Norte Fluminense no WhatsApp. Agora no g1 Segundo relatos de moradores, o local também passou a ser utilizado para consumo de drogas.
Alguns chegaram a apelidar a área de “mini cracolândia”. A situação, de acordo com os relatos, fez com que algumas pessoas evitassem passar pelo trecho. A operação reúne equipes de diferentes áreas do município e prevê, além da limpeza, a retirada de estruturas consideradas irregulares, avaliação das condições do terreno e atendimento às pessoas que estavam vivendo no local.
Durante a ação, também foi identificado um bar que funcionava de forma irregular sob a ponte. Materiais encontrados no estabelecimento foram apreendidos e encaminhados para os procedimentos cabíveis. Área acumulava lixo e tinha estruturas improvisadas A quantidade de resíduos encontrada chamou atenção das equipes.
A estimativa é que cerca de 20 toneladas de materiais sejam retiradas durante os trabalhos, que incluem catação, poda da vegetação e utilização de máquinas e caminhões. A preocupação também é ambiental. A região fica às margens do Rio Paraíba do Sul e, segundo a Defesa Civil, foram identificados pontos onde havia ocorrência de queimadas.
A avaliação é que o uso do fogo no local pode representar risco para a estrutura da ponte e para as próprias pessoas que permanecem na área. Pessoas que estavam no local são abordadas A operação também teve uma frente voltada às pessoas encontradas sob a ponte. Equipes da Assistência Social fizeram abordagens para identificar as necessidades de quem estava vivendo ou permanecendo no espaço e oferecer os atendimentos disponíveis na rede municipal.
Já os agentes de Segurança e Ordem Pública realizaram a identificação das pessoas e consultas aos sistemas de segurança. Segundo o município, a medida teve o objetivo de verificar a existência de eventuais mandados de prisão em aberto. Trabalho deve continuar até sexta-feira A previsão é que a primeira etapa da intervenção continue até sexta-feira (28).
Até lá, devem ser realizados serviços de limpeza, retirada de estruturas e avaliação das condições da área. Depois dessa etapa, a Prefeitura informou que pretende discutir a recuperação do espaço, incluindo ações de reflorestamento e revitalização da margem do Rio Paraíba do Sul. A proposta é que a área deixe de ser um ponto de descarte irregular e de ocupação improvisada e passe a ter uma utilização mais adequada pela população.
O que dizem os moradores Para quem vive ou circula próximo ao local, a expectativa é que a intervenção melhore principalmente a sensação de segurança. Os relatos de consumo de drogas e de ocupação irregular se somam às queixas relacionadas ao lixo e às condições ambientais. A preocupação dos moradores é que, depois da limpeza, o espaço volte a ser ocupado ou utilizado de maneira irregular.
Por isso, além da retirada dos resíduos e das estruturas, o desafio é manter a área ocupada de forma adequada e evitar que os problemas voltem a acontecer.
