O presidente da Fifa, Gianni Infantino (à esquerda), e o presidente dos EUA, Donald Trump, na final da Copa do Mundo de 2026. Getty Images via BBC O presidente da FIFA, Gianni Infantino, recebeu um pagamento de US$ 1,72 milhão (cerca de R$ 8,6 milhões) relacionado à Copa do Mundo e de forma não declarada, segundo documentos da FIFA e da Receita Federal dos Estados Unidos obtidos pela rede de TV ESPN.
De acordo com reportagem da ESPN publicada nesta terça-feira (13), a transação representa uma possível violação dos estatutos da FIFA, por conta da suposta falta de transparência. A denúncia foi feita em um momento em que Infantino enfrenta uma onda de críticas e pedidos para que deixo o cargo (leia mais abaixo).
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp 👉 Infantino, diz a reportagem, recebeu o pagamento em 2024 da FWC2026, a organização oficial da FIFA criada para gerir e operar a Copa do Mundo de 2026. A FWC2026 é sediada nos Estados Unidos. O valor de US$ 1,72 milhão somou-se ao salário e aos benefícios que Infantino recebeu da FIFA em 2024, totalizando cerca de US$ 4,9 milhões (cerca de R$ 24,5 milhões).
Essa remuneração adicional não constou no relatório anual da FIFA de 2024, segundo a reportagem. Conforme os próprios estatutos da FIFA, "a remuneração individual do presidente da FIFA, dos membros do Conselho e do secretário-geral da FIFA deve ser tornada pública". Infantino no 50º Congresso Ordinário da UEFA, em 12 de fevereiro de 2026.
REUTERS/Benoit Tessier Um porta-voz da FIFA disse à ESPN que a organização "rejeita veementemente qualquer sugestão de que tenha havido violação" dos estatutos. "A FIFA não paga um segundo salário ao presidente da FIFA e cumpre todas as exigências de divulgação de informações relativas à remuneração", afirmou a entidade em comunicado. "A FIFA rejeita veementemente quaisquer alegações de que tenha deixado de divulgar informações financeiras ou violado os estatutos da entidade.
As contas da FIFA passam por auditoria independente, e todas as declarações estão em conformidade com as regulamentações fiscais da Suíça, dos Estados Unidos e de outras jurisdições", disse ainda a entidade. 👉 A suposta verba extra é a mais recente polêmica envolvendo Infantino, de 56 anos, que ocupa o cargo desde 2016. No início deste ano, o dirigente foi alvo de críticas devido a um plano — posteriormente abandonado — de vender uma participação de 20% na Copa do Mundo a investidores privados.
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