Arara é resgatada após bater em fio de alta tensão no interior de SP Uma arara-canindé (Ara ararauna) morreu após bater em um fio de alta tensão de energia elétrica no domingo (20) em Panorama (SP). O animal chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Conforme Paulo Lima, agente da Defesa Civil que resgatou o animal, moradores acionaram o órgão por volta das 19h informando que a ave estava na Rua Manoel Fernandes da Cunha, próximo ao balneário municipal.

📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp No local, o agente percebeu que a arara fêmea, ele estava fragilizada, com uma asa fraturada. Para garantir a segurança do animal, ele utilizou uma toalha no resgate, a fim de evitar mais lesões. Após a captura, a Polícia Ambiental e o Corpo de Bombeiros foram acionados para levar a ave até a base mais próxima e seguir com os cuidados.

No entanto, as autoridades informaram que o animal chegou à base de Dracena muito machucado e morreu em seguida. Arara bate em fio de alta tensão e morre devido a ferimentos em Panorama (SP) Paulo Lima/Arquivo pessoal Características do animal Segundo o Instituto Arara Azul, a arara-canindé é amplamente distribuída pela América do Sul. No Brasil, a ave habita as regiões de Mata Atlântica à Amazônia e do Pantanal ao Cerrado.

Com coloração azul no dorso, amarela no ventre, rosto branco e penas faciais pretas junto ao pescoço, além de cor verde na parte frontal da cabeça, as aves desta espécie conseguiram se adaptar ao meio urbano devido às árvores frutíferas presentes na cidade, das quais se alimentam, e por apresentarem locais adequados para sua reprodução. A alimentação é variada, com frutos e sementes, auxiliando na dispersão, além de brotos, flores, néctar e de predar algumas espécies vegetais.

A arara-canindé pode atingir até 86 cm de tamanho e pesar entre 995 gramas e 1,3 kg. Como as outras araras, a vocalização desta espécie é alta e forte, mas cada uma delas produz sons diferentes, sendo possível distinguir as espécies pelo canto. Ainda de acordo com o Instituto Arara Azul, o período reprodutivo das araras-canindé vai de julho a dezembro, podendo se estender até fevereiro.

Este período é designado a partir do momento em que há um ninho ativo até o momento em que o último indivíduo juvenil sai do ninho e voa. Outra característica da espécie é que a ave utiliza troncos de palmeiras mortas, com pequenas aberturas que encontra, para construir os ninhos, e elas podem utilizar o mesmo ninho durante anos. A cópula ocorre, basicamente, entre os períodos de julho a agosto; e a quantidade de ovos na postura varia de dois a quatro, também ocorrendo em agosto.

Os filhotes nascem em setembro e os juvenis começam a deixar o ninho em dezembro, conforme o instituto de preservação. Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM