Queda de árvores triplica em Campinas e prefeitura cita eventos climáticos extremos eventos climáticos extremos estão entre os principais fatores apontados pela Prefeitura de Campinas (SP) para explicar o aumento expressivo das quedas de árvores na cidade. Dados da Secretaria Municipal de Serviços Públicos mostram que, entre janeiro e agosto de 2026, foram registradas 642 ocorrências, alta de 202,8% em relação ao mesmo período de 2025, quando houve 212 casos.
Segundo o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, o aumento está diretamente relacionado ao maior volume de chuvas e à intensidade dos ventos registrados neste ano. 📲 Siga o g1 Campinas no Instagram Entre janeiro e fevereiro, meses que concentraram a maior parte das ocorrências, Campinas registrou 69% mais chuva do que no mesmo período do ano anterior.
Juntos, os dois meses responderam por 447 quedas de árvores, o equivalente a quase 70% de todos os registros contabilizados em 2026 até agosto - veja números abaixo. Uma nova sequência de temporais voltou a impulsionar os números recentemente. Entre domingo (30) e a manhã desta terça-feira (1º), 54 árvores caíram na cidade.
De acordo com Paulella, o encharcamento do solo reduz a sustentação das raízes e aumenta o risco de tombamento durante tempestades e a passagem de frentes frias. Campinas (SP) registrou aumento de 202% nas quedas de árvores em 2026, e prefeitura cita como causa os eventos climáticos extremos Reprodução/EPTV O vendedor Jair Braz, morador da região da Vila Boa Vista, onde uma árvore caiu em uma praça durante o último temporal, afirma que há exemplares na região que inspiram preocupação.
"Essas árvores, se você olhar bem, elas já estão todas condenadas, né? Na maioria. Se você olhar aquelas ali, então, você vai ver que elas estão bem condenadas.
E em frente à creche ali, eles tiraram duas, porque viram que iam cair em cima da creche", disse. Paulella, por sua vez, afirma que nenhuma das 54 árvores derrubadas pelos temporais dos últimos dias apresentava sinais de doença ou apodrecimento. Segundo o secretário, o município tem intensificado o monitoramento da arborização urbana para identificar exemplares que demandem intervenções preventivas.
"Você não faz intervenção em árvores que não necessitam de intervenção. A intervenção, por melhor que possa ser, cria feridas na árvore por onde entram patógenos que podem causar doenças. Então, existem critérios técnicos para a manutenção da árvore", defendeu.
Prefeitura de Campinas (SP) defende que as 54 árvores caídas nos últimos temporais não tinham sinais de doença ou apodrecimento Reprodução/EPTV VÍDEOS: saiba tudo sobre Campinas e Região
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