Lula foi o candidato mais votado no RS em 1989, mas perdeu a eleição, assim como Flávio Bolsonaro em 2026 Ana Carolina Fernandes/Estadão Conteúdo e Charles Vieira/Divulgação Se o estado de Minas Gerais é famoso por sempre votar em quem vence a eleição para presidente, o Rio Grande do Sul é conhecido por ser "do contra": os gaúchos votaram majoritariamente no candidato derrotado em sete das nove eleições presidenciais desde a redemocratização.
Em apenas dois pleitos nacionais a maioria dos gaúchos votou no concorrente que acabou eleito presidente. Em 2002, para o primeiro mandato de Lula (PT), e, em 2018, o estado ajudou a eleger Jair Bolsonaro então no antigo PSL. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Nesta eleição, Flávio Bolsonaro (PL) ficou à frente de Lula no RS, tendo 57,84% dos votos válidos, ante 42,16% do adversário.
A tradição remonta a primeira eleição presidencial após a Constituinte de 1988. No ano seguinte, o Brasil viveu uma pulverização de candidaturas. No Rio Grande do Sul, uma se destacou.
Mais eleitores nas urnas, menos votos brancos e nulos: como Lula teve virada Leonel Brizola, que havia sido governador do estado teve ampla vantagem entre o eleitorado gaúcho. Ele conquistou 62,66% dos votos válidos na unidade federativa, ou 3.262.925 votos no total. Mas Brizola não avançou ao 2º turno, que foi disputado entre Fernando Collor de Mello (PRN) e Lula (PT).
O Rio Grande do Sul foi uma das quatro unidades federativas onde Lula teve a maior votação na primeira eleição presidencial do petista: 68,72% contra 31,28% dos votos válidos. À época, Collor foi eleito presidente em 1989. A situação se repetiu quando a maior parte do eleitorado gaúcho votou novamente por Lula em 1994 e 1998, em Geraldo Alckmin (PSDB) em 2006, em José Serra (PSDB) em 2010, em Aécio Neves (PSDB) em 2014, em Jair Bolsonaro (PL) em 2022 e em Flávio Bolsonaro (PL) em 2026.
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