Vídeo mostra Christa Pike, que sobreviveu à injeção letal, durante julgamento em 1996 Christa Pike, a mulher que sobreviveu a duas injeções letais após ser condenada à morte no Tennessee, nos Estados Unidos, segue viva e sob tratamento para tentar estabilizá-la, segundo seus advogados. O estado de saúde dala é crítico.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Randy Spivey, um dos advogados de Pike, afirmou que contou pelo menos sete agulhas inseridas no braço esquerdo dela durante a tentativa de execução, realizada na noite da última quarta-feira (30). Durante uma entrevista coletiva nesta quinta (1º), ele afirmou que uma das agulhas parecia estar torta quando foi retirada. Os advogados da mulher disseram que ela recebeu duas doses do medicamento pentobarbital, usado na injeção letal.
Eles relataram que o procedimento foi marcado por erros e falhas de comunicação entre os funcionários responsáveis pela execução. "O governador deveria comutar a pena de Christa agora", disse o advogado, durante a entrevista.
Christa Pike quando foi sentenciada, em 1996, e em mugshot de 2023 Foto 1: WBIR-TV via AP / Foto 2: TDOC via AP Tennessee suspende execuções Após a falha na execução de Pike, o governador do Tennessee, Bill Lee, ordenou uma investigação independente sobre o incidente e também suspendeu as execuções no estado até o fim do ano —havia apenas uma outra pena de morte planejada. Christa Pike, de 50 anos, seria executada às 10h de quarta-feira pelo assassinato que cometeu aos 18 anos.
A execução faria dela a primeira mulher a receber a pena de morte no Tennessee em mais de 200 anos. Um tribunal de apelações chegou a suspender a injeção letal apenas uma hora antes do horário previsto, mas horas depois a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou a suspensão. Caso único Robin M.
Maher, diretora-executiva do Death Penalty Information Center (Centro de Informações sobre a Pena de Morte), afirmou que o que ocorreu com Pike é "algo único e sem paralelo". Ela disse que outras sete pessoas sobreviveram a problemas médicos decorrentes da incapacidade das equipes de execução de acessar uma veia para administrar os medicamentos, mas que ninguém havia permanecido vivo após receber as drogas usadas nas execuções.
Após a falha na execução, os advogados de Pike afirmaram: “Não sentimos satisfação em estar certos, mas as preocupações levantadas pela senhora Pike se mostraram verdadeiras: acesso venoso difícil, veias rompidas, pentobarbital degradado, ausência de atendimento médico de emergência quando as coisas inevitavelmente dão errado, tudo isso sob um protocolo que continua envolto em sigilo.”
