Um comerciante chinês foi preso em flagrante na tarde de quarta-feira (26), no bairro da Campina, na área comercial de Belém, sob a suspeita de agredir uma funcionária do próprio estabelecimento. Ele foi solto, após audiência de custódia nesta quinta-feira (27). O caso, que gerou repercussão no comércio, teria sido motivado por um desentendimento financeiro envolvendo um pagamento via Pix.
✅ Receba as notícias do g1 Pará direto no WhatsApp De acordo com informações da polícia, o desentendimento começou na Rua Santo Antônio, onde funciona o comércio. O proprietário teria acusado a funcionária de roubo após uma divergência em uma transação por Pix. Durante a discussão, o homem teria partido para a agressão física e verbal.
A funcionária conseguiu registrar parte do ocorrido com o próprio aparelho celular. Nas imagens gravadas pela vítima, é possível ouvir xingamentos e registrar o momento da suposta agressão logo após o início do conflito. Comércio de Belém Diogo Martins TV Liberal A Polícia Militar foi acionada e efetuou a prisão do comerciante ainda no local do ocorrido.
Ele foi conduzido à Seccional do Comércio, onde o caso foi registrado. Em nota, a Polícia Civil do Pará (PC) informou que o homem foi autuado em flagrante pelo crime de lesão corporal dolosa no âmbito da violência doméstica e familiar contra a mulher. Após os procedimentos legais na delegacia, o suspeito foi transferido para o sistema penitenciário do estado, onde permanece custodiado e à disposição do Poder Judiciário.
A Polícia Científica do Pará (PCP) confirmou que realizou o exame de corpo de delito na vítima nesta quinta-feira (27). O laudo pericial, que vai atestar a gravidade das lesões sofridas pela trabalhadora, será anexado ao processo e encaminhado diretamente à autoridade policial responsável pelo caso. A Polícia Civil reforçou que a Seccional do Comércio segue à frente das investigações.
Testemunhas já estão sendo ouvidas e outras perícias complementares foram solicitadas para esclarecer todos os detalhes do ocorrido. Audiência de custódia Após audiência de custódia, a Justiça concedeu liberdade provisória, sem fiança, ao comerciante Chen Jian, de 59 anos. O juiz plantonista Celso Quim Filho homologou a prisão em flagrante, mas considerou desnecessária a manutenção da prisão preventiva.
Na decisão, o magistrado entendeu que, embora a agressão física relatada pela funcionária seja "altamente censurável", o caso não apresentou agravantes como o uso de armas, ameaças de morte ou descumprimento anterior de medidas judiciais. O fato de o acusado ter residência fixa em Belém e não possuir condenações criminais ativas também pesou para a concessão da soltura. Como condição para responder ao processo em liberdade, o comerciante terá de cumprir medidas cautelares rigorosas de proteção à vítima.
Chen Jian está expressamente proibido de se aproximar da vítima, devendo manter uma distância mínima de 300 metros dela, e não poderá estabelecer nenhum tipo de contato com a ex-funcionária, seja pessoalmente, por telefone, redes sociais ou aplicativos de mensagens. O juiz advertiu formalmente o comerciante de que o descumprimento de qualquer uma dessas regras poderá resultar na revogação do benefício e na decretação imediata da prisão preventiva. Leia mais notícias do estado no g1 Pará
