Farinhada une gerações e preserva tradição em cidade do Piauí Reprodução/ TV Clube O programa Piauí de Riquezas, exibido neste sábado (31), mostrou uma das tradições mais marcantes de Palmeirais, no Centro-Norte do Piauí: a farinhada. Com cerca de 13 mil habitantes, o município preserva costumes que atravessam gerações e fazem parte da identidade local. O processo começa com a colheita da mandioca.
Em seguida, trabalhadores rurais se reúnem para descascar a raiz e dar continuidade à produção artesanal da farinha, atividade que mobiliza famílias inteiras na comunidade. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp À TV Clube, Maria Teresa Vieira contou que começou a participar da farinhada ainda na adolescência, aos 16 anos, mantendo viva uma tradição transmitida entre gerações. "Comecei com 16 anos, estou com 63.
A gente faz todos os anos, é uma tradição, mas também é uma renda. Tem a farinha, a goma, a farinha de puba. Tudo isso gera uma renda a mais.
E o melhor de tudo é o beiju no final", brincou. Piauí de Riquezas - 31/10/2026 - Íntegra Ela comentou ainda que o trabalho é dividido entre 20 e 22 mulheres e dura, normalmente, um dia inteiro. Por isso, as trabalhadoras procuram formas de tornar a atividade mais leve, com cantos e orações.
"Algumas ficam pela manhã para raspar, outras vêm à tarde para lavar a massa e transformar em goma para o forneiro. A gente se divide", explicou a trabalhadora rural Rosa Calixto. Após ser lavada, a massa de mandioca é pressionada para retirar a água.
Em seguida, passa por uma prensa, onde o restante do líquido é eliminado. Após o processo, a massa é peneirada e amassada com as mãos para tirar as fibras e manter os grãos uniformes para ir ao forno. "É bom porque amacia as mãos.
Na roça, arrancando mandioca, a gente machuca muito as mãos, e aqui amacia", brincou o produtor rural conhecido como "Caba da Roça". Na etapa da torragem, a massa precisa ser mexida sem parar. O processo exige atenção para que ela perca a umidade e alcance o ponto ideal.
A massa restante é utilizada para a produção do beiju de coco babaçu que é servido em uma folha de bananeira. "A gente coloca a folha da bananeira no forno quente para não grudar. A folha ajuda a virar e dar o ponto", explicou o trabalhador.
*Vitória Bacelar, estagiária sob supervisão de Ilanna Serena ou Lucas Marreiros . VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube
