Volta dos ataques no Irã pressiona Trump O Exército do Irã afirmou nesta quinta-feira (3) que bombardeou bases dos Estados Unidos no Kuwait e nos Emirados Árabes Unidos, na 1ª vez desde julho que Teerã ataca sem ter sido agredido antes, e apesar das ameaças do presidente norte-americano, Donald Trump, de realizar novos ataques.

✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp “Na manhã de hoje, o Exército atingiu, com mísseis e drones, os sistemas de comunicação por satélite, depósitos de equipamentos e hangares de aeronaves de combate do Exército terrorista dos EUA na Base Aérea Ahmad al-Jaber, no Kuwait (...) e também atacamos as forças e os sistemas de radar dos EUA na Base Aérea de Al Minhad, nos Emirados Árabes Unidos, com mísseis e drones”, afirmou o Exército em um comunicado transmitido pela televisão estatal.

Esta foi a primeira vez desde julho que o Irã atacou alvos dos EUA no Oriente Médio, como tem feito durante a guerra, sem que tenha sido bombardeado antes.

Desde o final de semana, o Exército norte-americano realizou duas ondas de ataques contra o território iraniano, que também foram respondidos: O primeiro, que rompeu um período de cerca de um mês sem agressões entre os dois países, no domingo, quando os EUA atacaram a ilha de Larak e o Irã respondeu com mísseis contra uma base norte-americana na Jordânia; O segundo entre terça e quarta-feira, quando os EUA atacaram alvos iranianos na região do Estreito de Ormuz, em que o Irã os acusa de terem atingido também uma festa de casamento —Teerã chamou o incidente de "crime de guerra", e Washington negou autoria.

A Guarda Revolucionária iraniana respondeu com drones e mísseis contra alvos na Jordânia, Kuwait, Bahrein e Iraque. Drone sendo lançado pelo Irã durante ataque contra alvos militares dos EUA nos Emirados Árabes Unidos e no Bahrein em 2 de setembro de 2026, segundo a TV estatal iraniana.

Divulgação/Irib O bombardeio desta quinta, inserido em uma nova rodada de bombardeios entre os dois rivais, pode estar relacionado também com uma intenção de Teerã de assumir uma posição mais ofensiva no conflito caso a diplomacia com os EUA fracasse, segundo afirmou uma autoridade iraniana de alto escalão à agência de notícias Reuters. De fato, com seis meses recém-completados de guerra no Oriente Médio, não havia indícios públicos de que negociações entre EUA e Irã estejam em andamento para finalizar o conflito.

Um acordo de paz preliminar foi assinado entre os países em junho, porém ele foi rompido por novas rodadas de agressões. Trump afirmou na quarta-feira que os EUA estão prontos para voltar a atacar o Irã "a qualquer momento". No último bombardeio feito pelo Exército norte-americano, na terça (1º), ele prometeu alvejar o território iraniano "com mais força" caso Teerã voltasse a retaliar.