O ex-conselheiro sênior de Donald Trump, Stephen Miller, que foi nomeado como vice-chefe da Casa Branca para assuntos de política. Andrew Kelly/ Reuters O autor das medidas anti-imigração mais polêmicas da primeira gestão de Donald Trump, Stephen Miller, foi escolhido nesta sexta-feira (6) como o novo chefe de gabinete da Casa Branca. Miller, um advogado de 41 anos, foi o criador das medidas mais rígidas adotadas por Trump para controlar a entrada de imigrantes.

Entre elas, estão: A construção do muro na fronteira entre os Estados Unidos e o México, obra que terminou inacabada; A proibição de entrada nos EUA de cidadãos de alguns países de maioria muçulmana; A separação de milhares de crianças que tentavam entrar nos EUA de forma ilegal de suas famílias, uma medida fortemente criticada pela ONU e por organismos internacionais. Até hoje, centenas delas não conseguiram se reunir com seus pais.

Miller, que tinha 31 anos quando Trump assumiu a Presidência pela primeira vez, também teve papel central na elaboração da proibição de entrada de cidadãos de países de maioria muçulmana e defendeu a política de separação de famílias na fronteira. A medida, implementada em 2018, fazia parte da política de tolerância zero contra a imigração irregular e levou milhares de crianças a serem afastadas dos pais.

Mesmo após o fim da política, centenas de famílias ainda não haviam sido reunidas, segundo levantamentos feitos nos anos seguintes. Durante a campanha para o atual, Miller escreveu discursos para Trump e traçou planos linha-dura sobre imigração. Antes da nova designação, Miller ficou à frente da elaboração dos planos para tornar viável uma de suas principais promessas de campanha: a de fazer a maior operação de deportação da história dos EUA.

Nos últimos dois anos, ele se dedicou justamente a detalhar juridicamente como funcionariam planos de deportação em massa. Quem é Stephen Miller? Stephen Miller nasceu em 23 de agosto de 1985, em Santa Monica, na Califórnia.

Ele cresceu em uma família judia e estudou na Universidade Duke, na Carolina do Norte, onde se formou em Ciências Políticas em 2007. Ainda adolescente, Miller já demonstrava interesse pela política e defendia posições conservadoras. Aos 16 anos, escreveu uma carta a um jornal local em que criticava a falta de patriotismo na escola onde estudava.

Também defendia que estudantes latinos falassem apenas inglês no ambiente escolar. Durante a universidade, Miller atuou em grupos conservadores e pela defesa de posições contrárias a políticas de inclusão. Depois de se formar, começou a trabalhar como assessor de parlamentares republicanos no Congresso americano.

Um dos principais nomes com quem trabalhou foi o então senador Jeff Sessions, do Alabama, conhecido por suas posições rígidas sobre imigração. O assessor de Segurança Interna Stephen Miller participa da conferência inaugural Americas Counter Cartel Conference, em 5 de março de 2026. REUTERS/Maria Alejandra Cardona