Mais de 800 quilos de cassiterita foram apreendidos em Rondônia PRF/Divulgação O Ministério Público Federal (MPF) acusa quatro empresas e seis pessoas por organização criminosa que causou danos que somam R$ 1,7 bilhão na Terra Indígena Yanomami. O grupo é réu por integrar um esquema de exploração ilegal de ouro e cassiterita. Entre os principais acusados está o empresário Rodrigo Cataratas, a mineradora White Solder Metalurgia e Mineração e o sócio Alessandro Saccoman Torrente.

De acordo com o MPF, a estrutura dividia-se entre a extração dos minérios na região do Pupunha, na bacia do Rio Mucajaí, ao Sul de Roraima; logística aérea, transporte; e o núcleo societário, financeiro e comercial. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp O pedido é do 2º Ofício da Amazônia Ocidental, especializado no enfrentamento à mineração ilegal no Amazonas, no Acre, em Roraima e em Rondônia. A ação foi publicada no dia 4 de setembro.

Os réus são: Rodrigo Martins de Mello, empresário garimpeiro; White Solder Metalurgia e Mineração Ltda, mineradora Alessandro Saccoman Torrente, sócio da empresa White Solder; Filipe José da Silva Galvão; Jidalias dos Anjos Pinto; Nelcides de Almeida Mello; Valdeci Aparecido Cardoso; Cooperativa de Produtores de Estanho do Brasil (Coopertin); Cataratas Poços Artesianos Ltda; Tarp Táxi Aéreo Ltda.

O g1 solicitou nota de Rodrigo, Filipe, Alessandro, Jidalias e Valdeci e não obteve resposta até a última atualização da reportagem. A reportagem tenta contato com os demais. Esquema De acordo com o MPF, o esquema era liderado por Rodrigo Cataratas, que atuava como coordenador aéreo e cotista-produtor.

Ele utilizava as empresas Tarp Táxi Aéreo Ltda e Cataratas Poços Artesianos Ltda para transportar clandestinamente garimpeiros, combustíveis, insumos e minérios. Ainda segundo o órgão, Rodrigo recebeu mais de R$ 19 milhões procedentes da conta da cooperativa envolvida. conforme a denúncia, Jidalias dos Anjos Pinto ficava no comando estratégico, enquanto Filipe José da Silva Galvão era sócio-operador, piloto e responsável pela ponte com o transporte aéreo.

Nelcides de Almeida Mello ficava na exploração direta de jazidas com maquinário próprio, tendo pago mais de R$ 5,6 milhões em fretes aéreos entre novembro de 2020 e junho de 2021. Valdeci Aparecido Cardoso ficava na gestão de insumos, equipamentos, controle de produção e suporte em pistas clandestinas.

O levantamento do MPF apontou que o núcleo financeiro era gerenciado por Alessandro Saccoman Torrente, responsável pelo financiamento, fornecimento de maquinário pesado para abertura de cavas, compra de grandes volumes de minério e coordenação do envio da cassiterita para Rondônia. Toda a cassiterita extraída ilegalmente da Terra Yanomami era encaminhada para a filial da Cooperativa de Produtores de Estanho do Brasil (Coopertin) em Boa Vista. A cooperativa não possuía produção própria nem cooperados atuantes.

O MPF identificou que para simular origem legal do minério, a Coopertin declarava o minério como "produção de cooperados regulares" e emitia notas fiscais de venda para a mineradora White Solder. O minério era falsamente vinculado a permissões referentes a áreas que não foram explorados.

LEIA TAMBÉM: MPF cobra R$ 1,7 bilhão em indenização de empresário e mineradora por garimpo ilegal na Terra Yanomami Empresário, mineradora e mais oito viram réus por garimpo ilegal de ouro e cassiterita na Terra Yanomami Agora no g1 Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.