O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, em 8 de setembro de 2026 Luis Acosta/AFP O governo Trump retirou dezenas de milhões de dólares em assistência militar estrangeira destinada a países da Europa e do Oriente Médio para passar a apoiar países da América Latina com governos alinhados ideologicamente ao presidente Donald Trump.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O Departamento de Estado notificou o Congresso dos EUA nesta terça-feira (15) sobre a realocação de verbas, um total de US$ 52 milhões (cerca de R$ 267,3 milhões), que passarão a ser entregues aos seguintes países: Panamá; Peru; Equador; Colômbia. Até o momento, esse financiamento militar estrangeiro era destinado a Eslováquia, Macedônia do Norte, Tunísia e Iraque.
A medida ocorre apenas uma semana após uma visita do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, à Colômbia, ao Equador e ao Peru. A Colômbia e o Peru elegeram governo conservadores recentemente: Abelardo de la Espriella e Keiko Fujimori, respectivamente.
Durante sua visita oficial, Rubio prometeu apoio adicional a esses países, o que vai em linha com a política externa do 2º mandato do governo Trump, que prioriza o domínio do Hemisfério Ocidental com ênfase no combate ao tráfico de drogas e à imigração ilegal. O financiamento militar estrangeiro fornece aos países beneficiários recursos dos contribuintes americanos para que possam comprar equipamentos militares de empresas de defesa dos Estados Unidos.
Agora no g1 O Departamento de Estado afirmou que os recursos serão usados para "combater o narcoterrorismo em nosso próprio quintal e ajudar a continuar garantindo a segurança do Canal do Panamá", acrescentando que o Hemisfério Ocidental foi historicamente negligenciado na assistência militar dos EUA.
"Esses recursos impedirão que adversários estabeleçam posições estratégicas em nosso hemisfério", afirmou o departamento, em uma crítica velada à China, que tem buscado cada vez mais ampliar sua presença na América Latina. A transferência dos recursos não elimina o financiamento militar estrangeiro destinado à Tunísia, ao Iraque, à Macedônia do Norte ou à Eslováquia, embora o valor exato que permanecerá disponível para esses países não estivesse imediatamente claro.
O Departamento de Estado afirmou, porém, que a atual distribuição do financiamento "não está alinhada com a prioridade dada pelo governo" ao Hemisfério Ocidental.
