Tarcísio de Freitas (Republicanos) fala sobre escândalo do Master em entrevista a TV Globo O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta terça-feira (15) que não acredita que as investigações relacionadas ao escândalo do Banco Master tenham impacto sobre sua campanha eleitoral.

A declaração foi dada após ser questionado, em entrevista ao SP1, sobre o alcance das investigações, que miram diferentes autoridades, entre elas o senador Flávio Bolsonaro (PL), apoiado por Tarcísio na disputa à Presidência da República. "Eu acho que não afeta. A gente tem defendido desde o primeiro momento uma investigação ampla.

As pessoas precisam ter noção do que está acontecendo", declarou o governador. Tarcísio de Freitas (Republicanos) com Alan Severiano no estúdio do 'SP1'. Globo/ Bob Paulino Tarcísio também afirmou que o país vive um momento de "exaustão ética" e de descrença da população na política.

Segundo ele, é preciso substituir o "corporativismo" para avançar na responsabilização dos envolvidos. "A gente vê o eleitor até frio, o eleitor descrente, a gente precisa resgatar a crença nas boas políticas públicas, nas boas propostas e não é o que está acontecendo. Eu acho que a gente precisa sair daquela fase do corporativismo, aquela fase do silêncio para ingressar numa fase de transparência, de apuração, de responsabilização", declarou.

Ainda segundo o governador, a transparência sobre o caso tem especial relevância neste período eleitoral. "Tudo tem que vir à tona para que o eleitor possa tomar as suas decisões e para que a gente possa seguir caminhando na direção correta. Então eu defendo ampla investigação, transparência, que tudo venha à tona e que o eleitor possa saber o que está acontecendo.

Tá na hora de passar o Brasil é limpo", disse Tarcísio.

Tarcísio de Freitas (Republicanos) fala sobre linhas de metrô e trem em entrevista à TV Globo Revisão do contrato da ViaMobilidade e reforço das agências reguladoras Questionado sobre falhas recorrentes nas linhas de trem operadas pela ViaMobilidade, concessionária responsável pelas linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda do sistema metropolitano, Tarcísio afirmou que o governo pretende revisar aspectos do contrato e endurecer a fiscalização sobre a prestação do serviço.

O governador argumentou que parte dos problemas decorre de deficiências históricas na infraestrutura ferroviária, como sistemas antigos de sinalização. Mas reconheceu que persistem falhas consideradas inaceitáveis. "A gente está revendo uma série de questões no contrato da ViaMobilidade.

A gente deve fazer um grande arranjo. Não foi um contrato licitado por nós, a gente já chegou com esse contrato. Isso foi licitado no governo anterior e obviamente cabe a nós agora fazer a regulação", afirmou.

Segundo Tarcísio, o estado continuará cobrando melhorias da concessionária e verificadores independentes passarão a auxiliar na fiscalização do contrato e na aplicação de eventuais sanções.

Tarcísio de Freitas no estúdio do SP1 Globo/ Bob Paulino O governador também rebateu críticas à capacidade de fiscalização da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp), após ser confrontado com dados que apontam déficit de fiscais e baixo índice de pagamento das multas aplicadas às concessionárias de transporte sobre trilhos. "Muitas multas não são pagas porque são questionadas administrativamente, inclusive judicialmente.

Se você pegar, vai ver um histórico enorme", afirmou o governador, pontuando que o problema não é exclusivo de São Paulo e acontece também em concessões federais. Tarcísio afirmou que seu governo tem fortalecido a estrutura das agências reguladoras e citou a aprovação de uma nova lei estadual para ampliar a autonomia desses órgãos. Segundo ele, a legislação criou critérios mais rígidos para a escolha de dirigentes e garantiu independência orçamentária e financeira às agências.

"A gente aprovou uma lei que muda a estrutura das agências reguladoras. A gente tem hoje o framework regulatório mais moderno do Brasil. A gente criou critérios muito rígidos para a escolha de dirigentes e deu autonomia para as agências, inclusive a independência orçamentária e financeira", declarou.

Tarcísio de Freitas (Republicanos) fala sobre Transportes em entrevista à TV Globo De acordo com o governador, a nova estrutura impede o contingenciamento de recursos arrecadados pelas próprias agências com atividades de fiscalização, o que, segundo ele, amplia a capacidade de monitoramento dos contratos de concessão. Tarcísio também disse que pretende ampliar o uso de verificadores independentes, profissionais externos responsáveis por auxiliar na apuração de falhas e no acompanhamento das concessionárias.

"Vamos ter os verificadores independentes. Isso é fundamental. É um agente externo que vai nos ajudar, com especialistas, a fazer essas apurações e robustecer os processos de apuração de falhas e de aplicação das sanções", afirmou.

O governador acrescentou que o estado realizou e continuará realizando concursos públicos para reforçar o quadro técnico das agências reguladoras. Segundo ele, já foram autorizadas contratações para esses órgãos e novas vagas devem ser abertas futuramente.