'Mãe de todas as bombas': como é a arma poderosa que os EUA planejam usar contra o Irã O Departamento de Estado dos Estados Unidos se prepara para ordenar a saída de parte dos funcionários e familiares de diplomatas de embaixadas americanas na região do Golfo, no Oriente Médio. A informação foi revelada pela agência Reuters nesta quarta-feira (21).

✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo a agência, duas autoridades americanas afirmaram que a medida será adotada diante da possibilidade de retomada dos conflitos na região. Há preocupação principalmente com possíveis ataques dos rebeldes houthis, do Iêmen, alinhados ao Irã. A Embaixada dos Estados Unidos em Riad, na Arábia Sautida, emitiu um alerta de segurança nesta quarta-feira sobre a possibilidade de novos ataques dos houthis contra o país.

O aviso foi feito após ofensivas recentes que deixaram mortos, incluindo um ataque ao aeroporto da cidade. Duas autoridades americanas afirmaram que a ordem de saída poderia envolver a retirada de todos os funcionários e familiares da missão diplomática dos Estados Unidos na Arábia Saudita. Os Estados Unidos costumam ordenar a retirada de funcionários de regiões onde há escalada de tensões.

O país adotou uma medida semelhante em janeiro deste ano, pouco mais de um mês antes do início da guerra contra o Irã. Movimentações em bases militares e embaixadas, além de alertas de viagem, também foram comuns nos dias anteriores ao ataque de Israel ao Irã, em junho de 2024. O relato foi publicado no mesmo dia em que o jornal Financial Times revelou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impediu Israel de realizar novos ataques contra o Irã neste mês.

Fontes ouvidas pelo jornal afirmaram que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, está pressionando pela retomada de ataques em larga escala contra o Irã. Segundo o FT, Israel havia preparado um plano para bombardear a infraestrutura energética iraniana, incluindo instalações nucleares. A ofensiva seria ainda mais intensa do que os ataques realizados em fevereiro, quando a guerra começou.

A ideia, segundo autoridades ouvidas pelo jornal, seria pressionar o Irã a fechar um acordo rapidamente. A ofensiva estava programada para começar em 10 de outubro, mas não recebeu o apoio dos Estados Unidos. O jornal afirmou que Trump não quer uma retomada da guerra antes das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro.

A ofensiva enfrenta forte rejeição do eleitorado e contribuiu para o aumento do custo de vida no país. O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, viajou a Israel na segunda-feira (19) e se reuniu com Netanyahu. A visita não havia sido anunciada previamente pelo Pentágono.

Israel também terá eleições parlamentares no dia 27 de outubro. O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com membros da imprensa ao sair da Casa Branca rumo ao Kansas, em Washington, DC, EUA, em 19 de outubro de 2026 REUTERS/Kevin Lamarque VÍDEOS: agora no g1 Agora no g1