Queda de avião deixa 9 mortos na Flórida O Conselho Nacional de Segurança de Transporte (NTSB, em inglês) vê indícios de que o avião particular que caiu, no domingo (1º), em Palm Beach, na Flórida, nos Estados Unidos tenha se despedaçado antes do impacto com o solo. Nove pessoas morreram na ocasião, sendo dois tripulantes e sete passageiros. Entre eles, a copilota Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos, filha de brasileiros, de acordo com relato de parentes.
O NTSB apura se a aeronave perdeu pedaços antes de começar a cair ou se durante a queda. O NTSB apontou que o avião ultrapassou a velocidade máxima, condição conhecida como overspeed, o que seria compatível com a queda acentuada do avião. Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos, filha de brasileiros, era copilota do avião particular que caiu no domingo (1º) em Palm Beach, na Flórida, nos Estados Unidos, matando as nove pessoas que estavam a bordo.
A informação foi confirmada ao g1 por familiares da jovem. A aeronave, um Learjet 60, havia decolado de Austin, no Texas, com destino às Bahamas. O avião caiu em uma área residencial e explodiu após atingir o solo.
Todas as nove pessoas que estavam a bordo morreram, segundo o secretário de Transportes dos EUA, Sean Duffy. De acordo com os investigadores, recuperar os destroços vai ser um desafio por causa do impacto da aeronave com o solo. O NTSB acredita que possa encontrar partes da aeronave distante do local de onde o avião caiu.
Nathalia ganhou destaque na imprensa americana em 2023, quando conquistou sua licença de piloto particular aos 17 anos, antes mesmo de obter a habilitação para dirigir. Na época, ela cursava o último ano do ensino médio na West Boca Raton High School, na Flórida, e foi entrevistada pela emissora americana CBS12 News sobre sua trajetória na aviação.
Segundo a reportagem, enquanto outros adolescentes de sua idade praticavam esportes ou aproveitavam os fins de semana com amigos, Nathalia dedicava boa parte do tempo a pilotar aviões. “Eu até me gabo disso, porque as pessoas dizem: ‘Ah, você não sabe dirigir’, e eu respondo: ‘É, mas sei pilotar’”, contou à emissora. O interesse pela aviação começou cedo.
Segundo a reportagem, Nathalia iniciou seus estudos teóricos sobre pilotagem em 2020, quando estava prestes a entrar no segundo ano do ensino médio. Nathalia Filgueiras aparece na cabine de um avião Learjet 60, em foto compartilhada nas redes sociais em março de 2026 Reprodução/Threads Ela também foi influenciada pelo pai, que havia começado a pilotar por lazer em 2018 e compartilhava seus conhecimentos sobre aviação com a filha.
A formação incluiu aulas teóricas, simuladores de voo, exercícios práticos e provas de conhecimentos técnicos. Em setembro de 2023, Nathalia conquistou sua licença de piloto particular. Na época da entrevista, já havia acumulado 88 horas de voo e podia pilotar aeronaves particulares sozinha ou transportar passageiros, desde que não recebesse pagamento pelo serviço.
A formação foi custeada pelo distrito escolar de Palm Beach County, por meio de sua academia de aviação, que oferecia aulas e treinamentos a estudantes do ensino médio. Em entrevista à CBS12 News, Nathalia contou que gostava de fazer algo diferente dos colegas e considerava mais interessante pilotar um avião do que dirigir um carro. “Algumas pessoas acham estranho que eu consiga pilotar aviões, mas não saiba dirigir um carro.
Acho engraçado e agora quero muito tirar minha carteira de motorista”, disse. Na ocasião, ela tinha previsão de obter a habilitação para dirigir em novembro daquele ano. 🔎 Nos EUA, a idade mínima para obter uma licença de piloto particular é de 17 anos, segundo a Administração Federal de Aviação (FAA).
Para isso, o candidato precisa cumprir os requisitos de treinamento, acumular pelo menos 40 horas de voo na modalidade regular de formação e ser aprovado em exames teóricos e práticos. Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos, era copilota do avião que caiu na Flórida e deixou nove mortos. Reprodução/Redes sociais Já a licença de piloto comercial pode ser obtida a partir dos 18 anos e exige, em regra, pelo menos 250 horas de voo.
Para atuar como copilota de jatos executivos, também são necessárias habilitações e qualificações específicas, que variam conforme a aeronave e o tipo de operação. Segundo Nathalia, seu objetivo profissional era se tornar piloto de uma companhia aérea comercial ou trabalhar na aviação executiva, pilotando jatos particulares. Nas redes sociais, Nathalia também compartilhava momentos de sua rotina na aviação e comemorava conquistas profissionais.
Em uma publicação de março de 2026, a jovem apareceu na cabine de comando de uma aeronave, segurando um documento. “Piloto em comando do Learjet 60! Toda a glória a Deus!
Amém!”, escreveu na legenda. Últimos momentos antes da queda Um áudio da comunicação entre a tripulação e os controladores de tráfego aéreo registrou os momentos que antecederam a queda do avião. Na gravação, uma voz feminina relata problemas com gelo e turbulência durante o voo.
Pouco depois, a tripulante declara emergência e informa que o avião estava perdendo altitude rapidamente. “Mayday, Mayday! Estamos descendo 10 mil pés por minuto”, diz a mulher.
🔎 O Mayday é uma chamada internacional de socorro utilizada em situações de emergência grave, quando uma aeronave precisa de assistência imediata. Na sequência, a tripulante informa que o avião estava em uma condição de velocidade excessiva e perdia altitude a uma taxa de 20 mil pés (cerca de 6 km) por minuto. Em seguida, uma das falas mais dramáticas da gravação: “Vamos bater no chão”.
Em outro trecho, a mulher grita: “Olhe lá fora, Jack, olhe lá fora! Estamos sem tempo”. Ainda não há confirmação de que a voz feminina registrada no áudio seja de Nathalia.
O Learjet 60 havia decolado de Austin, no Texas, às 9h36 do horário local (12h36 em Brasília), com destino às Bahamas. Filha de brasileiros, a jovem começou a estudar aviação em 2020 e tinha o sonho de trabalhar como piloto de aviões comerciais ou jatos particulares. Reprodução/Redes sociais O avião caiu às 12h50 (16h50 em Brasília), em uma área residencial de Greenacres, no condado de Palm Beach.
O impacto provocou uma explosão, abriu uma cratera no asfalto e espalhou destroços pela região. As causas da queda ainda são investigadas pelo Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB), com apoio da Administração Federal de Aviação (FAA). A jovem iniciou seus estudos teóricos sobre pilotagem em 2020, quando estava prestes a entrar no segundo ano do ensino médio.
Reprodução/Redes Sociais Reportagem em atualização
