Roberto Peixoto, ex-prefeito de Taubaté. Reprodução/TV Vanguarda/Arquivo A Justiça aceitou um pedido liminar da defesa do ex-prefeito de Taubaté, Roberto Peixoto, para que ele cumpra prisão domiciliar, devido ao estado de saúde atual. Peixoto foi preso em julho para cumprir pena de 10 anos e 6 meses por lavagem de dinheiro.
A decisão é do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) e foi assinada nesta terça-feira (15) pelo desembargador federal Paulo Fontes. A defesa de Peixoto confirmou a decisão. Em nota, o advogado de defesa, Anthero Mendes Pereira Junior, disse que "a justiça foi feita em respeito ao princípio da dignidade da pessoa humana".
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Até a última atualização desta reportagem, Peixoto ainda não havia sido transferido para a prisão domiciliar. Agora no g1 Dois dias após a prisão de Peixoto, em julho, a Justiça de São Paulo já havia negado um pedido liminar da defesa para a concessão da prisão domiciliar - relembre aqui. Na nova decisão, o desembargador considerou a gravidade do estado de saúde do ex-prefeito.
Segundo os documentos médicos apresentados no processo, ele sofreu um acidente vascular cerebral (AVC), que deixou como sequelas paralisia do lado direito do corpo e dificuldades para compreender e formular a linguagem. O quadro também aponta que Peixoto precisa de ajuda para realizar atividades do dia a dia. Uma perícia médica realizada em agosto apontou que ele tem dificuldade para compreender e executar comandos, apresenta alteração na linguagem, perdeu movimentos das mãos e precisa de auxílio para caminhar.
O relatório também cita acompanhamento médico para hipertensão, arritmia cardíaca e prevenção de novos AVCs. O caso Roberto Peixoto e a esposa, Luciana Flores Peixoto, foram condenados pela Justiça Federal por lavagem de dinheiro. Segundo o processo, os crimes envolveram a ocultação de patrimônio por meio da aquisição de imóveis entre 2005 e 2007.
O ex-prefeito foi condenado a 10 anos e 6 meses de prisão, em regime inicial fechado, enquanto Luciana recebeu pena de 6 anos, 8 meses e 30 dias de reclusão, em regime inicial semiaberto. Em agosto de 2024, após o trânsito em julgado da condenação, Roberto Peixoto chegou a ser preso, mas, após audiência de custódia, a Justiça autorizou que ele deixasse a prisão e aguardasse em casa a análise do pedido para cumprir a pena em regime domiciliar.
A decisão levou em conta o estado de saúde do ex-prefeito, que, segundo a defesa, havia sofrido um AVC e apresentava limitações cognitivas e físicas. TJ-SP nega pedido de Peixoto para cumprir prisão domiciliar Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
