Ciro Gomes é entrevistado pelo CE1 Ismael Soares/ SVM O candidato ao Governo do Ceará pelo PSDB, Ciro Gomes, foi entrevistado nesta terça-feira (15) no CE1 e apresentou propostas para áreas como saúde, educação, segurança pública, entre outros. O candidato também comentou sobre alianças políticas e partidárias. Ciro afirmou que, se eleito, vai zerar em 90 dias as filas para exames e cirurgias eletivas no Ceará.
O candidato também propôs medidas para a segurança, afirmando que vai implementar, em um eventual mandato, o projeto chamado 'Cinturão da Segurança' e introduzir cultura digital nas escolas. "A primeira grande providência é acabar com a impunidade (...) 71 municípios não têm delegados. Eu botarei delegado em todos os 184 municípios do Ceará.
30 municípios não têm delegacia da mulher, quando a lei manda que todo município que tenha 60 mil habitantes ou mais, a lei manda, eles não cumprem. Eu vou garantir a presença de todos. E, fundamentalmente, eu vou trocar a concepção de segurança pública.
O que enfrenta crime organizado, facção criminosa, é a inteligência policial". O CE1, da TV Verdes Mares, está sabatinando os candidatos ao governo do Ceará. As entrevistas são exibidas entre os dias 14 e 18 de setembro.
Dois candidatos foram entrevistados ao vivo, em dias diferentes. As outras seis entrevistas serão gravadas e exibidas nos dias seguintes.
Veja o calendário: Dia 14: Entrevista ao vivo com Elmano de Freitas (PT); Dia 15: Entrevista ao vivo com Ciro Gomes (PSDB); Dia 16: Exibição de entrevistas gravadas com Delegado Huggo (Missão) e Serley Leal (UP); Dia 17: Exibição de entrevistas gravadas com Ieri Braga (PCO) e Vera Lúcia (Novo); Dia 18: Exibição de entrevistas gravadas com Danilo Soares (Democrata) e Zé Batista (PSTU).
Governabilidade e alianças políticas Ciro Gomes comenta mudança de aliança política para oposição de antigos aliados O candidato respondeu, na primeira parte da entrevista, a perguntas sobre governabilidade e alianças políticas. Ele voltou a falar sobre a polarização entre os apoiadores de Lula e de Bolsonaro, e afirmou ser a favor de outro caminho. "Não é verdade que eu saí daqui para acolá.
Eu estou na mesma linha que eu estava. Aqui no Ceará, entretanto, instalou-se uma espécie de ditadura corrupta que se intromete, inclusive, na imprensa, no Ministério Público e que está causando uma gravíssima consequência para a vida do povo", pontuou. Ciro Gomes é questionado sobre o que concorda e o que discorda do bolsonarismo Ciro ainda não declarou apoio a nenhum candidato à presidência da República.
Nesta terça-feira (15), Flávio Bolsonaro cumpre agenda em Fortaleza. O senador é apoiado por aliados de Ciro Gomes, como André Fernandes e Alcides Fernandes.
Sobre o tema, Ciro não vê problemas em ter aliados de campos diversos e disse que "precisou passar por cima de diferenças" para reunir o grupo que atualmente o apoia: "Eu fui chamado por esse movimento porque o Roberto Cláudio foi candidato a governador contra esse estado de coisas, o Wagner foi candidato a governador contra esse estado de coisas, o André Fernandes foi candidato a prefeito contra esse estado de coisas e era ada um para um lado.
Coube a mim e ao Tasso [Jereissati] fazer um esforço de ir por cima das nossas diferenças e reunir todo mundo. Se a agenda for o Ceará, fica fácil todo mundo entender". O tucano também disse que, se eleito, vai "despolitizar" os cargos públicos e colocar na sua equipe profissionais preparados por seleção meritocrática: "Eu só aceitei participar disso se eu chego lá independente.
Claro que quem me ajuda na luta será ouvido, será escutado, porque na democracia é absolutamente natural. Mas um dos objetivos meus é despolitizar (...) Vai ser escolhido todo mundo por seleção meritocrática que vai ter responsabilidade". Candidato Ciro Gomes explica como dará espaço a aliados na máquina do governo Quem é Ciro Gomes Ciro Gomes já era deputado estadual quando foi eleito prefeito de Fortaleza nas eleições de 1988.
Ele tomou posse em 1989 para gerir a capital cearense. Em 1990, concorreu ao governo do Ceará e foi eleito, deixando o cargo apenas em 1994, para ser ministro da Fazenda no governo Itamar Franco. À época de sua eleição ao governo, Ciro era do grupo político do ex-senador Tasso Jereissati (PSDB).
Em 2003, foi indicado pelo então presidente Lula para o cargo de ministro da Integração Nacional, permanecendo à frente da pasta durante três anos. Ciro também já disputou a Presidência da República em quatro eleições, sendo a última em 2022. Aliados por muitos anos, Ciro tem uma rixa pública com o grupo político do irmão Cid desde 2022, após o fim da aliança de 16 anos entre PT e PDT no Ceará.
A aliança havia sido costurada pelos dois irmãos, em um período em que Ciro era considerado o “mentor intelectual” do projeto e Cid o executor. Atualmente, Ciro é apoiado por lideranças de direita e opositores do PT nos âmbitos estadual e nacional, como o deputado federal André Fernandes, do PL. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:
