Greve da Caixa Econômica Federal deixa clientes sem atendimento em Campo Grande Agências da Caixa Econômica Federal amanheceram de portas fechadas nesta quinta-feira (10), em Campo Grande, com o início da greve dos funcionários do banco. Na capital e região, 87,59% dos trabalhadores que participaram de uma assembleia rejeitaram a proposta apresentada pela Caixa e decidiram aderir à paralisação, que é por tempo indeterminado.
Sem atendimento presencial, clientes que foram às unidades para resolver pendências precisaram voltar para casa. Os terminais de autoatendimento, no entanto, seguem funcionando normalmente. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp A copeira Érica de Oliveira, de 70 anos, conseguiu uma folga no trabalho para tentar resolver uma pendência bancária que se arrasta há meses.
Ela conta que um pagamento deixou de cair diretamente na conta e foi até uma agência em busca de esclarecimentos, mas encontrou a unidade fechada. “No meu trabalho, me deram folga para eu vir resolver isso. Tirei a folga e acabei perdendo.
Vou voltar para casa e continuar com a dúvida. Eu vim justamente para resolver isso e agora vou ter que voltar outro dia”, contou. Os terminais de autoatendimento seguem funcionando normalmente.
Já os demais atendimentos nas agências afetadas pela greve estão paralisados, e ainda não há previsão para a retomada. Agência da Caixa em greve no Mato Grosso do Sul Gabi Cenciarelli O que motivou a greve? A decisão de aderir à greve em Campo Grande e região foi tomada em uma assembleia virtual realizada nos dias 3 e 4 de setembro.
Segundo o Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região, 87,59% dos participantes rejeitaram a proposta para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico da Caixa e da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. Um dos impasses é econômico. Os trabalhadores reivindicavam reposição da inflação mais 5% de ganho real.
Segundo o sindicato, a proposta dos bancos previa 0,6% de ganho real nos salários, vales e demais verbas econômicas. Outro ponto de discordância é o Saúde Caixa, plano de saúde dos funcionários do banco. De acordo com a entidade, mudanças no modelo de custeio e o aumento da coparticipação elevariam os gastos de trabalhadores da ativa e aposentados.
A presidente do sindicato, Neide Rodrigues, afirmou que a mobilização busca pressionar a Caixa por uma nova proposta e pela retomada das negociações. Segundo ela, a categoria não aceita perdas no poder de compra nem mudanças no Saúde Caixa que aumentem os custos para os trabalhadores. A paralisação ocorre em diferentes regiões do país.
Segundo o sindicato, a proposta foi rejeitada em 128 bases sindicais e, em 93 delas, os funcionários decidiram entrar em greve por tempo indeterminado. Veja mais vídeos do Mato Grosso do Sul
