Gaeco oferece 3ª denúncia contra envolvidos em rombo na Apae de Bauru; total de acusados chega a 17 Reprodução/TV TEM O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo (Gaeco) ofereceu, nesta sexta-feira (6), a terceira denúncia criminal contra acusados de envolvimento em desvios de recursos na Apae de Bauru (SP). Com a nova medida, o total de pessoas denunciadas ao longo do caso chega a 17.

A audiência judicial do processo, que estava marcada para quinta-feira (5), foi remarcada para fevereiro de 2027. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp O esquema criminoso começou a ser investigado após o desaparecimento e morte da ex-secretária executiva da entidade, Cláudia Lobo. As apurações da Polícia Civil sobre o homicídio revelaram fortes indícios de fraudes contábeis na instituição beneficente, resultando na prisão de Roberto Franceschetti Filho, ex-presidente da associação.

Somadas as três etapas acusatórias, as denúncias apontam mais de uma centena de crimes de peculato, lavagem de capitais, falsidade documental e organização criminosa. Entre os 17 acusados estão dois ex-presidentes da Apae, dois coordenadores financeiros e uma advogada da entidade. O rombo estimado nos cofres da entidade é de cerca de R$ 7 milhões.

Além das penas de prisão, o Ministério Público pede a fixação de R$ 10 milhões em indenização para reparação de danos. Os desvios também são apurados em uma ação civil pública por improbidade administrativa.

LEIA MAIS Ex-presidente da Apae de Bauru participa de audiência sobre desvios milionários na entidade, mas não é ouvido Justiça adia audiência do caso de desvios milionários da Apae de Bauru Operação na Apae: polícia identificou movimentações financeiras de quase R$ 7 milhões Caso Cláudia Lobo: TJ-SP mantém condenação de ex-presidente da Apae de Bauru Terceira denúncia Conforme documento obtido pela TV TEM, a terceira etapa tem como alvo empresas e empresários suspeitos de emitir notas fiscais simuladas ou com preço maior para legalizar as saídas financeiras da entidade.

A promotoria identificou duas frentes de fraude: em alguns episódios, eram faturados produtos ou serviços inexistentes e, após a liquidação pela Apae, o montante era repartido entre empresários e os investigados; em outros casos, o fornecimento ocorria, mas as notas eram emitidas com valores acima da prática de mercado, sendo a diferença repassada à cúpula da associação. Segundo a denúncia, os mecanismos funcionavam de forma contínua e articulada para conferir legitimidade aos repasses ilícitos.

Segunda denúncia Em maio, após a realização de perícias fiscais, documentais, bancárias e telemáticas, o Gaeco havia formalizado a segunda denúncia contra nove pessoas por organização criminosa, peculato, lavagem de bens, falsidade ideológica e exercício ilegal da medicina. Nessa fase intermediária, Roberto foi denunciado por 127 atos de peculato, três crimes de falsidade ideológica, dois de lavagem de dinheiro e exercício ilegal da medicina.

A denúncia detalhou a utilização sistemática de contas bancárias de terceiros, além de negociações simuladas com veículos e imóveis para movimentar, ocultar e dar aparência lícita aos valores desviados da Apae.

Primeira denúncia e réus Suspeitos de desvios milionários na Apae de Bauru TV TEM/Reprodução Ao todo, 13 réus respondem ao processo referente à primeira denúncia protocolada pelo Gaeco: Leticia da Rocha Prado Lobo, filha de Claudia Lobo; Ellen Souza; Renato Golino; Gisele Aparecida Tavares; Diamantino Passos; Izabel Cristina; Persio de Jesus; Maria Lúcia Miranda; Felipe Figueiredo; Fernando Sheridan Rocha Roreira; Gabriel Gomes da Rocha Rodrigues; Renato Tadeu de Campos; Roberto Franceschetti.

Audiência Justiça realiza audiência sobre desvios milionários na Apae de Bauru No dia 18 de agosto foi realizada a primeira audiência de instrução do processo que investiga os desvios milionários de recursos da entidade. O ex-presidente da Apae de Bauru, Roberto Franceschetti Filho, esteve no Fórum de Bauru (SP), ele, no entanto, não foi ouvido nesta etapa do processo.

Ex-presidente da Apae de Bauru, Roberto Franceschetti, vai a audiência sobre desvios milionários, mas não é ouvido Luís Negrelli/TV TEM Depois da audiência, Roberto Franceschetti saiu escoltado e foi levado para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru, de onde deve retornar ao presídio de Guarulhos (SP), onde está preso pela morte da ex-secretária executiva da Apae, Cláudia Lobo. Na audiência de instrução, 20 testemunhas de defesa e uma de acusação prestaram depoimentos.

O delegado Gláucio Stocco, que participou das investigações, foi a testemunha de acusação ouvida nessa primeira etapa. A próxima audiência estava marcada para o dia 5 de novembro, porém foi adiada para fevereiro de 2027. Na ocasião, devem ser ouvidas outras cinco testemunhas de defesa e realizados os interrogatórios dos réus.

Ex-presidente da Apae de Bauru, Roberto Franceschetti, vai a audiência sobre desvios milionários, mas não é ouvido Luís Negrelli/TV TEM Morte de Cláudia Lobo O caso dos desvios veio à tona durante as investigações sobre o desaparecimento de Cláudia Lobo, secretária executiva da Apae. Roberto Franceschetti Filho já foi condenado a 22 anos e seis meses de prisão pelo assassinato de Cláudia. Ele foi responsabilizado por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual.

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