Pronto-socorro municipal de Birigui (SP) Google Street View/Reprodução Um técnico do Pronto-Socorro Municipal de Birigui (SP) é investigado por suspeita de cobrar R$ 120 de uma paciente por um procedimento de imobilização gessada na perna, serviço gratuito em qualquer unidade pública de saúde. O caso veio à tona após a mulher procurar a Polícia Civil. Segundo o boletim de ocorrência, a vítima deu entrada no pronto-socorro no dia 19 de setembro com dores no tornozelo esquerdo.
Ela foi encaminhada ao setor de ortopedia, no qual um técnico em imobilização analisou os exames e afirmou que o osso estava fraturado e que era necessário colocar gesso. Em nota à TV TEM, a Prefeitura de Birigui informou que advertiu a empresa contratada para a realização dos serviços de imobilização ortopédica. Entenda abaixo.
📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp Em seguida, o profissional de saúde alegou que a mulher precisava pagar pelo material utilizado para o procedimento e exigiu a transferência imediata de R$ 120 via Pix para uma conta bancária em nome de uma terceira pessoa. Agora no g1 A paciente efetuou o pagamento e o procedimento foi realizado.
Pouco tempo depois, ao perceber que a cobrança era irregular, ela procurou ajuda de um advogado e apresentou a queixa à polícia munida da Ficha de Atendimento Ambulatorial e do comprovante de pagamento.
Polícia Civil de Birigui (SP) Google Street View/Reprodução Investigação O delegado responsável pelo caso intimou a direção do Pronto-Socorro Municipal de Birigui para identificar formalmente os prestadores de serviço que atuavam no setor no dia do atendimento e informe se um procedimento disciplinar interno foi instaurado. Além de identificar o técnico, a polícia vai intimar o titular da conta que recebeu o Pix para prestar esclarecimentos.
O caso foi registrado como estelionato, sem prejuízo de eventual enquadramento por crimes contra a administração pública. O que diz a prefeitura Prefeitura de Birigui (SP) Divulgação "A Prefeitura de Birigui informa que, após tomar conhecimento dos fatos relacionados à possível oferta e comercialização de produtos ortopédicos nas dependências do Pronto Socorro Municipal Dr. 'Alceu Lot', notificou a direção da unidade para que prestasse os devidos esclarecimentos.
Em resposta, a Associação de Benemerência Senhor Bom Jesus (HSBJ), responsável pela gestão do Pronto Socorro, esclareceu que a unidade presta atendimento público de saúde pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e que não ofertou nem comercializou produtos ou equipamentos ortopédicos no local, tampouco autorizou essa prática.
A entidade informou ainda que, após analisar os fatos, advertiu formalmente a empresa contratada para os serviços de imobilização ortopédica, determinando a imediata cessação de qualquer oferta, divulgação ou venda de produtos nas dependências do Pronto Socorro. Segundo a HSBJ, a empresa foi advertida de que eventual continuidade ou repetição da conduta poderá resultar na rescisão do contrato e aplicação de multa, além de outras medidas cabíveis.
A Prefeitura informa que segue acompanhando a situação e reforça a importância da transparência e do respeito aos usuários do serviço público de saúde." Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM
