O presidente Lula durante evento no Rio de Janeiro Reprodução/YouTube O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (18) que não aceita a classificação, feita pelos Estados Unidos, do PCC e do CV como organizações terroristas. Em discurso, o candidato do PT à reeleição disse que "terrorismo" foi o 8 de Janeiro e o planejamento de assassinato de autoridades no contexto da trama golpista.
O presidente deu as declarações ao participar de um evento de apresentação de ações integradas de segurança pública no Rio de Janeiro, onde cumpre agenda nesta sexta. "Nós precisamos ganhar do crime organizado. E eu não aceito a ideia de que as facções bandidas são terroristas, como diz o [Donald] Trump.
Quando o Trump fala em terrorismo, ele fala em terrorismo de Estado, ele não fala da luta e da briga pelo poder. Quem fazia isso? O Bolsonaro tentando dar o golpe no 8 de Janeiro.
Isso é terrorismo, pensando em matar Lula, Alckmin e até o Alexandre de Moraes. Isso é terrorismo de Estado", afirmou Lula. Ainda em relação a Donald Trump, Lula afirmou que o norte-americano tem interesse em recursos minerais brasileiros e que o Brasil precisa ampliar investimentos na segurança nacional.
"O petróleo [da Margem Equatorial] parece que é de melhor qualidade. Então, nós temos que tomar conta disso [...], porque o Trump está aí atrás de minerais críticos, petróleo, terras raras. Não!
Isso daqui é nosso. Como vamos controlar 18 mil quilômetros de fronteira sem investimento?", questionou. Sobre segurança pública no Rio, o petista afirmou que bandidos e milicianos deixam a população "assustada" nos bairros, escolas e ruas das periferias.
Ele declarou que, se for reeleito, vai retomar territórios ocupados pelas organizações criminosas. E mencionou a PEC da Segurança Pública em tramitação no Congresso, que amplia a participação da União no setor. Lula disse ainda que vai criar o Ministério da Segurança Pública para reduzir os índices de violência no país.
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