Enquanto o debate se concentra no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), nos embates entre ministros e nos vencedores e derrotados dessa disputa institucional, uma pergunta segue sem resposta: e a investigação do Master, como fica no meio disso tudo? A Polícia Federal intimou Daniel Vorcaro e o pai, Henrique Vorcaro, para novos depoimentos antes da conclusão dessa fase da investigação. Nos bastidores, investigadores acompanham com preocupação os efeitos da crise aberta no Supremo sobre o andamento do caso.
📱 Acesse o Canal da Sadi no WhatsApp Porque as defesas vão usar justamente essa crise, os questionamentos sobre a condução dos procedimentos e a indefinição dentro do STF para reforçar os pedidos de liberdade — ou, pelo menos, de prisão domiciliar. O primeiro movimento é em relação a Henrique Vorcaro. Agora no g1 E a estratégia, mais uma vez, é ganhar tempo.
A defesa já sinalizou que pretende pedir novo adiamento de depoimentos. A estratégia é jogar parado e esperar para ver quem fica de pé no Supremo, com qual força e com qual controle sobre as investigações. Isso também ajuda a explicar por que Daniel Vorcaro não toma, até agora, uma decisão definitiva sobre uma eventual colaboração premiada.
Na avaliação de investigadores, nas tentativas anteriores ele falou muito, mas entregou pouco do que pudesse efetivamente atingir as grandes figuras que aparecem no entorno do caso. A aposta que investigadores atribuem a Vorcaro é de acomodação. Passada a eleição e passada essa guerra dentro do Supremo, o sistema se reorganiza, sobrevive — e, nessa reorganização, ele também encontra uma saída.
Por isso, o próximo capítulo é tão importante: quem ficará efetivamente com o comando da investigação do Master? Pelas informações obtidas pelo blog, no entorno de André Mendonça não se trabalha com a hipótese de ele não retomar a condução do caso. Do outro lado, o grupo de Alexandre de Moraes rejeita essa possibilidade.
Então a disputa no Supremo não é apenas uma disputa entre ministros. Ela tem consequência concreta sobre o futuro da investigação, sobre as prisões, sobre uma eventual delação e sobre quem vai controlar o próximo capítulo do caso Master. E essa definição passa agora, mais uma vez, pelo presidente do Supremo, Edson Fachin.
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