A democracia costuma ser associada a instituições, partidos, candidatos e grandes decisões. Mas, no dia da votação, ela também depende de uma multidão de pessoas comuns. São eleitores que saem de casa para votar, mesários que dedicam o domingo ao trabalho eleitoral, famílias que transformam o voto em tradição e jovens que chegam pela primeira vez diante de uma urna.
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp Quem escreve a história da democracia são os cidadãos. É nesse encontro entre pessoas, gerações e escolhas que a democracia ganha forma. No Colégio Jesuítas, em Juiz de Fora, essas histórias se encontram.
Maior local de votação da cidade, o colégio recebeu 8.309 eleitores, distribuídos em 25 seções eleitorais, neste domingo (4). Entre eles, há quem esteja diante de uma urna pela primeira vez e quem já tenha perdido a conta de quantas eleições participou. Há também quem passe o dia atrás de uma mesa, conferindo documentos, orientando eleitores e ajudando a garantir que a votação aconteça.
São trajetórias diferentes reunidas no mesmo lugar por um mesmo gesto: participar da escolha dos rumos do país. Professoras transformam voluntariado em amizade Ser mesário é uma forma de exercer a cidadania, diz mesár Luiza Sudré/g1 Para Alessandra Valestina Matos de Abreu, Noiaras Menezes Rosa e Silvânia Batista Clemente, o trabalho nas eleições já virou tradição. As três são professoras e, há três eleições, formam juntas uma equipe de mesárias no Colégio Jesuítas.
Mais do que esperar pela convocação, elas próprias procuram participar. Dedicar o domingo ao trabalho eleitoral, segundo Alessandra, é uma forma de exercer a cidadania e contribuir para que outras pessoas também possam votar. “É mostrar para as pessoas como é importante a política, as políticas públicas, o voto, a democracia.
A importância do voto”, disse. A participação também ganhou um significado que vai além daquele domingo. Com o passar das eleições, as três criaram uma amizade e passaram a dividir a experiência de trabalhar juntas.
Para elas, estar na eleição é também pensar nas próximas gerações. “A gente tem que pensar não só no hoje, mas no que vem para frente, no futuro, seja dos jovens, dos filhos, dos netos”, contou Noiara. Professoras formaram um trio de mesárias em Juiz de Fora Luiza Sudré/g1 Na seção onde trabalham, o movimento estava tranquilo durante a manhã.
As mesárias também perceberam a presença de muitos idosos entre os eleitores, embora tenham notado que parte deles não compareceu. Família leva filhos para acompanhar votação Em outra seção, uma família também transformava a ida ao local de votação em uma experiência compartilhada. Larissa Oliveira Barbieri Coutinho, de 37 anos, e Thiago Coutinho de Oliveira, de 41, foram votar acompanhados pelos dois filhos.
Para o casal, participar da eleição também é uma maneira de mostrar às crianças que as escolhas feitas nas urnas ajudam a construir o futuro. Crianças crescem aprendendo sobre como funcionam as eleições Luiza Sudré/g1 “A gente tem que pensar tanto na gente quanto no futuro dos nossos filhos. A gente sempre faz questão de participar, de estar presente para poder tentar garantir um futuro melhor para eles”, disse Larissa.
A filha mais velha, de 6 anos, já demonstra curiosidade pelo assunto. Segundo os pais, ela conhece os nomes de presidentes e candidatos e começa a entender as diferentes ideias que estão em disputa. “Ela sabe falar quem são os presidentes do Brasil, dos Estados Unidos, os candidatos.
Então, ela é muito presente nisso, tem muita consciência”, disse a mãe. O filho mais novo, de 2 anos, ainda está começando a ser apresentado a esse universo. A ideia, segundo os pais, é que os dois cresçam entendendo que também fazem parte da construção do país.
“É para eles entenderem que a gente faz parte do futuro, do país que a gente está criando”, afirmou Thiago. Para a família, o voto também é uma forma de ensinar pelo exemplo. Antes mesmo de poder apertar os botões da urna, as crianças já acompanham o ritual que se repete a cada eleição.
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