Maior águia das américas: casal de harpias é registrado na mata Um vídeo capturou duas harpias, uma das maiores aves de rapina do mundo, próximas a uma poça d'água. As imagens foram registradas por armadilhas fotográficas (camera traps) instaladas em um ponto que concentra grande variedade de animais silvestres durante o período de seca, em Sinop (MT).

📱 Acompanhe o Terra da Gente também no Instagram Há cerca de três ou quatro anos, o observador Luigi Seronni passou a instalar armadilhas fotográficas em pontos estratégicos de mata. A poça onde as harpias foram flagradas é monitorada por ele durante todo esse tempo. "Nesse lugar, quando as águas vão secando, eu costumo registrar uma grande variedade de bichos: onça-parda, jaguatirica, tamanduá...

muitos bichos passam por ali", explicou. Entre os registros já feitos no local estão irara, quati e até um macaco flagrado bebendo água. "Como na seca concentra muito bicho ali, por isso que eu coloco a câmera", disse.

A presença das harpias, porém, foi uma surpresa. "Harpia eu não imaginava, foi uma surpresa muito grata ter achado", contou. "O objetivo é esse: é um lugar com alta concentração de bichos, que a gente gostaria de monitorar para ver o que está acontecendo, se tem algum bicho novo." Veja mais notícias do Terra da Gente, no g1: 'GUNS N' SNAKES'?

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"A fêmea está investindo na direção do macho. Ele 'foge', mas o contexto não está claro. Se eles são um casal estabelecido com um ninho próximo de onde estão...

se são um casal que está se conhecendo... ou se é um macho que apareceu em busca de uma parceira...", ponderou a especialista. Ela também destacou um detalhe do vídeo que ajuda a explicar a movimentação das aves.

"Dá para ver no canto esquerdo do vídeo que tem uma fonte de água. Há muitos registros, na internet inclusive, de harpia se 'refrescado' dentro da água", afirmou. Hobby que começou na pescaria Harpia em estado de alerta Lucas Morgado O responsável pelo registro é observador de aves há cerca de 11 anos.

A paixão pela natureza, no entanto, vem da infância, quando participava de pescarias ao lado do avô. "Eu não sou biólogo, eu sou um observador de aves como hobby. Eu observo aves, eu acho que tem mais de 10 anos, vai fazer uns 11 anos aí, e eu sempre fui meio ligado a mato, mais com pescaria.

Eu gostava muito de pescar desde a infância com meu avô", contou. Foi justamente em um dia sem pesca que o hobby das aves nasceu. Câmera fotográfica na mão, sem nem mesmo uma lente teleobjetiva, ele avistou um uirapuru-laranja e um saí-azul.

O encontro mudou sua relação com a natureza. "Aquilo me encantou, e eu comecei a prestar atenção nas aves. E aí eu fui descobrindo que eu não conhecia nada da natureza e fui observando cada vez mais as aves", relembrou.

A partir daí, o interesse só cresceu. Ele encontrou um grupo de observadores de aves em Goiás, onde trocou experiências e materiais e teve o primeiro contato com técnicas como o playback (reprodução de cantos para atrair aves). Há cerca de seis ou sete anos, mudou-se para Sinop (MT), onde hoje integra outro grupo dedicado à observação e fotografia de aves na região.

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