Justiça prorroga por 30 dias prisão de Hélio Silva, presidente da Câmara de Sumaré A Justiça prorrogou por mais 30 dias a prisão temporária do presidente da Câmara Municipal de Sumaré (SP), Hélio Silva (Cidadania). Ele é investigado pela Polícia Federal por suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas na região. A decisão foi assinada na terça-feira (6) pelo juiz Luiz Antonio Cunha.
O novo prazo começa a contar quando terminarem os 30 dias da prisão temporária decretada anteriormente. O juiz também prorrogou por 30 dias a prisão temporária de Maikon Baptista da Costa, outro investigado no caso. A decisão atendeu a um pedido da Polícia Federal e teve parecer favorável do Ministério Público.
Hélio, de 55 anos, foi preso em 9 de setembro durante a Operação Archimagus, da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) de Campinas. Segundo a investigação, ele era conhecido como “Mister M” e teria financiado a compra, o armazenamento e a distribuição de drogas. Áudios mencionam 'biqueira do meu pai'' Hélio Silva, vereador de Sumaré (SP) Câmara de Sumaré Áudios anexados ao processo e atribuídos pela investigação ao filho de Hélio mencionam uma “biqueira” ligada ao vereador.
A EPTV, afiliada da TV Globo, teve acesso às gravações. Em um dos áudios, o filho do parlamentar cobra uma dívida de outra pessoa e diz que ela teria procurado terceiros no ponto de venda de drogas. “Você foi atrás de irmão lá onde é a biqueira do meu pai, falar que eu ia pegar a chave do seu carro, certo, mano?
[...] Você foi lá na biqueira do meu pai [...] pra falar sobre o meu dinheiro?”. A reportagem procurou a Câmara Municipal de Sumaré e a defesa de Hélio nesta quarta-feira (7), mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. Sacolas com dinheiro e carro oficial A Polícia Federal identificou, entre janeiro e agosto deste ano, episódios em que Hélio teria recebido sacolas com volumes que aparentavam ser dinheiro.
Segundo a investigação, as sacolas teriam sido colocadas depois em um veículo oficial da Câmara Municipal. Os investigadores também apuram se dinheiro de origem ilegal foi usado para financiar atividades político-eleitorais. Hélio foi candidato a deputado federal nas eleições deste ano.
Mesmo preso, recebeu 1.981 votos e ficou como suplente do Cidadania. Imóveis e empresas são investigados Operação contra tráfico de drogas prendeu presidente da Câmara de Sumaré 1º Baep/Divulgação A Polícia Federal também apura o uso de imóveis ligados a Hélio como endereço de empresas. Segundo a investigação, não havia atividade empresarial compatível com os locais.
Em um dos imóveis, os agentes encontraram o espaço onde o vereador mantinha armas de fogo. Na operação de 9 de setembro, foram cumpridos dois mandados de prisão temporária e 10 de busca e apreensão em Campinas, Sumaré e Vinhedo (SP), além de Jacutinga (MG). Um sítio também foi alvo das buscas.
A suspeita é de que o imóvel tenha sido usado para armazenar drogas. Na casa de Hélio, os agentes apreenderam: uma pistola calibre .380; uma carabina; 105 munições; R$ 18.215 em dinheiro; documentos; sete cordões de ouro; duas pulseiras; dois anéis; dois relógios; cinco celulares. Em outros endereços, foram apreendidos R$ 6,7 mil em dinheiro, um celular e 892 gramas de maconha.
Operação Archimagus A Operação Archimagus foi realizada pela Ficco de Campinas. A força reúne integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, e agentes das polícias Federal, Rodoviária Federal, Militar e Civil de São Paulo, além de guardas municipais de Paulínia.
Quando Hélio foi preso, a Câmara de Sumaré afirmou que a investigação tinha “caráter pessoal” e que, até aquele momento, não havia informação que relacionasse o caso às atividades institucionais do Legislativo. A Câmara também afirmou que acompanharia o caso e ressaltou que o vereador está “amparado pelo princípio constitucional da presunção de inocência”. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas
