Investigados por arrombamento de caixas eletrônicos são presos em MT Dois homens suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada em arrombamentos e furtos a caixas eletrônicos foram presos nesta quinta-feira (5), no bairro do Turu, em São Luís. As prisões ocorreram durante a Operação Círculo Vicioso, coordenada pela Polícia Civil de Mato Grosso, que investiga a atuação de um grupo criminoso em diferentes estados do país.
Segundo a Polícia Civil do Maranhão, os dois investigados já estariam monitorando caixas eletrônicos na capital maranhense com a intenção de realizar novos ataques. Com as prisões, a polícia conseguiu interromper a atuação dos suspeitos ainda na fase de preparação dos crimes. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Maranhão no WhatsApp Durante o cumprimento dos dois mandados de prisão, os policiais apreenderam aparelhos celulares, ferramentas utilizadas no arrombamento de caixas eletrônicos e um veículo.
A ação em São Luís contou com equipes do Departamento de Combate a Crimes contra Instituições Financeiras (DCRIF/SEIC), do Centro de Inteligência e Segurança Pública do Maranhão (CISP/SSP-MA) e da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/MA). Os presos foram encaminhados para os procedimentos legais e permanecem à disposição da Justiça.
Suspeitos de integrar grupo especializado em ataques a caixas eletrônicos em diversos estados são presos no MA Divulgação/Polícia Civil do Maranhão Operação em três estados As diligências ocorrem em Cuiabá e Rondonópolis, em Mato Grosso, além de Joinville, em Santa Catarina, e São Luís, no Maranhão Reprodução A Operação Círculo Vicioso é coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), da Polícia Civil de Mato Grosso, e tem como objetivo desarticular uma organização criminosa especializada em furtos a caixas eletrônicos.
Ao todo, a Justiça autorizou 74 medidas judiciais, incluindo 10 mandados de prisão preventiva, 18 de busca e apreensão, 18 autorizações de acesso a dados de aparelhos eletrônicos, 15 quebras de sigilo bancário e 13 ordens de bloqueio de valores. As diligências são realizadas em Cuiabá e Rondonópolis, em Mato Grosso; Joinville, em Santa Catarina; e São Luís, no Maranhão. A operação conta com a participação das polícias civis dos três estados e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Como o grupo agia Para abrir o equipamento, os criminosos utilizaram uma lança térmica, ferramenta industrial capaz de cortar materiais resistentes Reprodução As investigações começaram após um furto a um caixa eletrônico instalado em um supermercado no bairro Praia Grande, em Várzea Grande (MT), na madrugada de 21 de janeiro de 2026. Na ocasião, os criminosos utilizaram uma lança térmica, equipamento industrial capaz de cortar materiais resistentes, para abrir o cofre do terminal.
Mesmo com o acionamento do sistema de segurança, que libera tinta sobre as cédulas, os suspeitos conseguiram levar R$ 105 mil. A partir desse crime, a polícia identificou outros ataques com características semelhantes. Ao todo, seis furtos cometidos entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026, em Cuiabá e Várzea Grande, foram relacionados à atuação do grupo.
Segundo a investigação, os criminosos abriam buracos em paredes para acessar os caixas eletrônicos e utilizavam lonas para esconder a luminosidade produzida pelos equipamentos durante os arrombamentos. A polícia também identificou que a organização era dividida em núcleos. Enquanto alguns integrantes executavam os furtos, outros eram responsáveis por remover a tinta de segurança das cédulas e movimentar os valores obtidos ilegalmente.
Após a limpeza das notas, o dinheiro era depositado em pequenas quantias e distribuído entre diferentes contas bancárias, numa prática conhecida como smurfing, utilizada para dificultar o rastreamento dos recursos. As investigações apontaram ainda que integrantes do grupo, principalmente moradores de Santa Catarina, viajavam para Mato Grosso para participar dos crimes. Também foram identificados indícios de ligações dos suspeitos com atividades criminosas anteriores no Rio de Janeiro e em Alagoas.
Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 239.980,52 em contas e ativos financeiros dos investigados. O valor corresponde aos prejuízos identificados em quatro dos furtos apurados e poderá ser atualizado conforme o avanço das investigações.
