Síndico acusado de matar corretora em Caldas Novas vai a júri popular O síndico Cleber Rosa de Oliveira, acusado da morte da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, vai a júri popular. Por decisão da juíza Vaneska da Silva Baruki, ele será julgado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Ainda não há data para o julgamento, e o acusado ainda pode recorrer da decisão.

O g1 procurou a defesa de Cleber para se manifestar sobre a decisão, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp O crime aconteceu em dezembro de 2025. De acordo com o Ministério Público de Goiás (MPGO), Cleber atraiu Daiane ao subsolo do prédio onde ambos moravam e onde havia apartamentos sob administração tanto de um quanto do outro.

O síndico a atraiu ao desligar a energia elétrica do apartamento dela. Quando Daiane desceu, ela foi atacada pelo síndico, que usava luvas e estava com o rosto para cometer o crime. O celular de Daiane, que ela segurava no momento, registrou o ataque.

As imagens foram recuperadas e divulgadas pela Polícia Civil. Em seguida, Cleber a levou na carroceria de uma caminhonete até uma região de mata, às margens da GO-213. Em seguida, deu dois tiros na cabeça de Daiane.

O corpo de Daiane só foi encontrado mais de um mês depois, no dia 28 de janeiro, depois que Cleber foi preso e confessou o crime, apontando o local onde ele havia sido cometido.

O síndico Cleber Rosa de Oliveira confessou ter matado a corretora Daiane Alves Souza Wildes Barbosa/ O Popular e Arquivo Pessoal/ Nilse Alves Pontes LEIA TAMBÉM Corretora assassinada: Síndico confessou crime e levou polícia ao local onde corpo foi deixado Queda de energia, 40 dias de buscas e corpo em mata: veja linha do tempo do caso da corretora morta por síndico Corretora assassinada: Entenda por que a polícia acredita que síndico pode ter planejado crime As investigações policiais e a denúncia do MPGO relacionam o assassinato de Daiane a uma disputa que começou no final de 2024, quando Daiane passou a administrar diretamente imóveis da família no edifício.

O conflito entre eles escalou de tal forma que o síndico a proibia de usar áreas comuns do prédio. No decorrer do período até a sua morte, a corretora registrou boletins de ocorrência e também ingressou com ações judiciais. Em uma delas, Daiane conseguiu restabelecer o seu direito de usar as áreas do condomínio, além de exercer a profissão de corretora no local.

Sete dias depois dessa decisão, ela desapareceu.