Pacientes que trocaram injeções por comprimido Wegovy perdem mais peso em estudo de vida real Adobe Stock Pacientes que passaram de injeções visando perda de peso para o comprimido diário Wegovy, da Novo Nordisk , continuaram a perder peso, de acordo com dados divulgados em um congresso médico na quarta-feira (30), enquanto a farmacêutica dinamarquesa busca defender sua liderança sobre a rival norte-americana Eli Lilly no mercado de tratamentos orais para a obesidade.
Os participantes do estudo perderam, em média, 4,1% do peso corporal ao longo de três meses após a transição de terapias injetáveis para obesidade — incluindo o Wegovy e o Zepbound, da Lilly — para a semaglutida oral, o princípio ativo do Wegovy, bem como do Ozempic.
Os pacientes perderam, em média, 4,0 kg a partir de um peso inicial de 100,5 kg após a mudança, e a proporção de participantes classificados como clinicamente obesos caiu de 87,1% para 65,5% após três meses, com quase 41% perdendo pelo menos 5% do peso corporal. “Tem havido muitas dúvidas sobre se as pessoas conseguem aderir ao tratamento com o comprimido. Será que as pessoas realmente preferem o comprimido?
Claramente, muitos pacientes apresentam resultados ainda melhores com o comprimido do que com os medicamentos (injetáveis), e acho que esses são dados convincentes”, afirmou Martin Holst Lange, diretor científico da Novo, em uma entrevista.
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Pílula traz alívio à Novo A sorte da Novo mudou drasticamente desde que se tornou a empresa de capital aberto mais valiosa da Europa, após o lançamento, em 2021, do Wegovy injetável para perda de peso. Suas ações caíram mais de 70% em relação ao pico, à medida que a Lilly ultrapassou a Novo como líder no mercado de medicamentos para obesidade. A empresa encontrou algum alívio com o comprimido do Wegovy.
As terapias orais agora representam cerca de um terço das prescrições para obesidade nos Estados Unidos após o lançamento do comprimido, de acordo com apresentações da empresa no início deste mês, com a Novo conquistando mais de 80% das novas prescrições orais.
O presidente-executivo da Novo, Mike Doustdar, disse à Reuters na semana passada que os comprimidos para perda de peso podem conquistar até metade do mercado global de medicamentos para obesidade, que analistas estimam que possa valer US$100 bilhões anualmente ou mais até o final da década. Os dados foram compilados em colaboração com a empresa norte-americana de telessaúde Ro.
Embora os resultados do mundo real reflitam a prática clínica efetiva, eles dependem, em parte, de relatos dos próprios pacientes e não podem estabelecer causalidade direta como os ensaios randomizados são capazes de fazer. O comprimido Wegovy já foi lançado nos EUA, Reino Unido, Alemanha e Emirados Árabes Unidos, com lançamentos em outros mercados previstos para os próximos trimestres.
