O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo (4) que a votação do primeiro turno ocorre normalmente em todo o país. Segundo o ministro, 1.121 urnas eletrônicas foram substituídas até o momento. Nunes Marques afirmou que o principal desafio do dia foi registrado no Paraná, que amanheceu com quase 140 cidades sem fornecimento de energia.
Apesar do problema, segundo ele, as seções eleitorais seguiam funcionando. “O que importa passar para os senhores e senhoras é que, em relação às seções, está tudo funcionando. Temos geradores e baterias para concluir o processo eleitoral”, afirmou.
LEIA TAMBÉM: Mais de 110 urnas são substituídas no Paraná Boletim do TSE fala em 421 urnas substituídas nas primeiras horas de votação Ao falar sobre o monitoramento das condições climáticas, Nunes Marques afirmou que a criação de uma sala climática pela Justiça Eleitoral foi uma medida acertada. Segundo ele, havia preocupação de que a seca na Região Norte e as chuvas na Região Sul dificultassem o acesso dos eleitores aos locais de votação.
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, durante pronunciamento na TV Reprodução e-Título O ministro também apresentou dados sobre o uso do e-Título. Segundo o presidente do TSE, mais de 15 milhões de consultas a locais de votação foram feitas neste domingo, além de 3 milhões de justificativas eleitorais. O ministro afirmou ainda que, neste sábado (3), foram registrados mais de 6 milhões de emissões/downloads ligados ao e-Título.
Neste ano, pela primeira vez, o aplicativo pode ser baixado e ativado no próprio dia da votação. Nas eleições anteriores, o download era interrompido no dia do pleito para evitar sobrecarga. Segundo o TSE, a infraestrutura foi preparada para manter o serviço disponível nas eleições de 2026.
O aplicativo também permite consultar local e seção de votação e fazer a justificativa de ausência. Uso de celular nas cabines Questionado sobre a entrada de celulares nas cabines de votação, Nunes Marques afirmou que há monitoramento e que os mesários receberam treinamento para impedir a entrada de equipamentos eletrônicos. Segundo o ministro, eventuais ocorrências serão apuradas pela Justiça Eleitoral.
A regra eleitoral proíbe que o eleitor leve celulares, máquinas fotográficas, filmadoras e outros equipamentos capazes de registrar ou transmitir imagens para a cabine de votação. O equipamento deve ser deixado com o mesário. O ministro foi questionado especificamente sobre o caso do candidato à Presidência Romeu Zema (Novo), que foi registrado com o celular na cabine ao votar em Araxá (MG).
“Só ouvi. Não tive tempo de me dedicar a casos isolados”, respondeu. O TRE-MG informou que vai apurar o episódio.
Romeu Zema afirmou que entrou com o aparelho por hábito, que não foi alertado e que não fotografou o voto. Transporte de eleitores O presidente do TSE também apresentou um balanço do programa Seu Voto Importa. Segundo Nunes Marques, mais de 2 mil eleitores com mobilidade reduzida foram transportados para votar.
Outros 8 mil eleitores de comunidades remotas também receberam transporte. Desinformação Em relação à desinformação, Nunes Marques afirmou que foram registrados 453 casos até as 13h deste domingo. Segundo ele, desde agosto, foram cerca de 2 mil registros relacionados ao tema.
Embaixadas e risco de interferência externa Kassio Nunes Marques também foi questionado sobre decisões de representações diplomáticas estrangeiras de interromper serviços ou emitir alertas de segurança às vésperas das eleições. O ministro afirmou que as equipes responsáveis por monitorar riscos internacionais não identificaram indícios concretos de ameaça. “Não recebemos nenhum indicativo concreto disso”, afirmou.
Segundo Nunes Marques, havia dois elementos disponíveis: comunicados dos próprios governos que relacionavam decisões sobre serviços ao período eleitoral e o monitoramento feito pelas equipes responsáveis por riscos internacionais. Nesta sexta (2), Estados Unidos e Austrália suspenderam atendimentos presenciais em suas representações no Brasil por questões de segurança. Canadá, Irlanda, Reino Unido e Alemanha também emitiram alertas de cautela relacionados ao período eleitoral.
A decisão norte-americana também foi levada ao TSE pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pediu que o episódio fosse incluído em uma investigação sobre suposta interferência externa nas eleições. Judicialização Questionado sobre uma eventual judicialização de episódios relacionados à eleição, Nunes Marques evitou comentar. “Se houver judicialização, aos magistrados não é dada nem a possibilidade de comentar.
Então, prefiro não comentar.” ‘Festa da democracia’ Na abertura da coletiva, Nunes Marques chamou o TSE de “tribunal da democracia” e disse que o dia da eleição é o mais importante do calendário da Justiça Eleitoral. Segundo o ministro, a realização do pleito é resultado de meses de preparação, com procedimentos relacionados às urnas, desenvolvimento de mecanismos e treinamento de servidores e mesários. Nunes Marques também classificou o dia da votação como uma “festa da democracia”.
O ministro homenageou ainda sua antecessora no comando do TSE, Cármen Lúcia, e dividiu com ela e com os servidores da Justiça Eleitoral o mérito pela preparação das eleições. “Eu já sucedi quando muito já havia sido feito. Teremos, com certeza, uma eleição exitosa, mas também precisamos dividir com servidores e com a ministra Cármen Lúcia”, afirmou.
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