Falta de merenda causa revolta de estudantes em Parintins As aulas no Centro de Educação em Tempo Integral (CETI) Deputado Gláucio Gonçalves, em Parintins, no interior do Amazonas, seguiram normalmente nesta terça-feira (27), um dia após estudantes protestarem contra a falta de merenda escolar e problemas na estrutura da unidade. Ao longo do dia, reuniões foram realizadas na escola para buscar a normalização da situação.
A movimentação ocorreu após trabalhadores terceirizados responsáveis pelo preparo das refeições deixarem de comparecer ao serviço por falta de pagamento dos salários, segundo informações da reportagem. Na segunda-feira (26), a ausência dos profissionais prejudicou o fornecimento do café da manhã e do almoço aos estudantes. Na ocasião, as aulas terminaram mais cedo por causa dos problemas na alimentação.
📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Problema também afetou outra escola Além do CETI Deputado Gláucio Gonçalves, a falta de merenda também afetou a Escola Estadual Brandão de Amorim, que funciona em tempo integral em Parintins. Os trabalhadores responsáveis pelo preparo das refeições são vinculados a uma empresa terceirizada que presta serviços à Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar do Amazonas (Seduc-AM).
A falta de pagamento dos salários foi apontada como motivo para a ausência dos profissionais. Sindicato cobra providências A manifestação dos estudantes também foi motivada por reclamações sobre a estrutura do CETI Deputado Gláucio Gonçalves. Em nota, a Delegacia do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) em Parintins classificou a situação como inaceitável e cobrou esclarecimentos e providências da Seduc-AM para garantir o funcionamento adequado da escola.
O sindicato também manifestou solidariedade aos estudantes e aos trabalhadores, apoiou a manifestação e repudiou possíveis constrangimentos ou intimidações contra os participantes do protesto. A Rede Amazônica entrou em contato com a Seduc-AM para solicitar esclarecimentos sobre os problemas e as medidas adotadas para regularizar o fornecimento da merenda. A resposta da secretaria deve ser acrescentada assim que recebida.
Estudantes manifestam em Parintins. Reprodução/Redes Sociais "Queremos nossa alimentação!" diz cartaz de aluna manifestante em Parintins. Reprodução/Redes Sociais
