Um grupo suspeito de furtar cartões bancários de idosos com falsos rituais de “bênção” foi preso nesta segunda-feira (31), em Taguatinga, no Distrito Federal. Segundo a Polícia Civil, os criminosos abordavam as vítimas, prometiam melhorar a “saúde financeira” delas e trocavam os cartões verdadeiros por outros sem valor durante supostas orações. Os prejuízos identificados pelos investigadores ultrapassam R$ 50 mil.

Ainda conforme a polícia, os suspeitos são da Bahia e percorriam diferentes estados para aplicar os golpes. A mobilidade era utilizada como estratégia para dificultar sua identificação e a conexão entre os diferentes crimes. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp.

Como atuavam Polícia prende grupo suspeito de usar 'rezas' e falsos rituais para dar golpe em idosos Divulgação/PCDF Segundo as investigações, um dos integrantes do grupo abordava as vítimas – normalmente perto de agências bancárias –, oferecendo supostos produtos, medicamentos ou “elixires” relacionados à saúde. Durante a conversa informal, buscava estabelecer vínculo de confiança e obter informações da vítima.

Após a primeira aproximação, o criminoso mencionava a existência de um suposto “curandeiro”, capaz de realizar orações e trabalhos espirituais para "melhorar a saúde financeira das pessoas". Algumas vítimas eram levadas até outro integrante do grupo, que simulava rezas e rituais para “abençoar” seus cartões bancários. Durante o falso ritual, o cartão verdadeiro da vítima era subtraído e substituído por outro cartão sem valor.

O cartão falso era entregue dentro de um envelope que, de acordo com as instruções dos falsos curandeiros, deveria permanecer fechado por aproximadamente sete dias para que a suposta “oração” produzisse seus efeitos. De acordo com a PCDF, o prazo de sete dias funcionava como uma janela de segurança para os criminosos. Enquanto a vítima acreditava estar aguardando o resultado do ritual, o grupo utilizava o cartão verdadeiro para realizar saques e compras, antes mesmo que ela percebesse que havia sido enganada.

Grupo itinerante Segundo a polícia, os investigados estiveram no Distrito Federal entre junho e julho deste ano, período em que são relacionados, até o momento, quatro ocorrências. Depois, seguiram para Minas Gerais, onde outro fato semelhante foi registrado, retornando depois à Bahia, passando ainda por São Paulo e, posteriormente, voltando ao DF. Para percorrer diferentes unidades da Federação e dificultar o rastreamento de seus deslocamentos, o grupo utilizava veículo alugado, segundo as investigações.

Os suspeitos devem responder pelos crimes de associação criminosa e por múltiplos furtos mediante fraude, "sem prejuízo de outras responsabilizações que possam surgir no decorrer das investigações", conforme a PCDF. A 6ª Delegacia de Polícia pede que pessoas que reconheçam os investigados ou tenham sido abordadas em circunstâncias semelhantes procurem a delegacia mais próxima para registrar a ocorrência.

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