Família diz que pedreiro foi morto por policiais da Draco em Itaguaí A família do pedreiro Rafael Pacheco da Silva, de 34 anos, acusa policiais da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de terem atirado contra ele durante um confronto com milicianos em Itaguaí, na Baixada Fluminense. Rafael morreu na quarta-feira (26), depois de ser atingido por disparos no bairro Chaperó. A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) investiga o caso.
As armas usadas pelos agentes da Draco serão periciadas para tentar identificar de onde partiram os tiros que atingiram o pedreiro. Um vídeo feito por um morador mostra a movimentação dos policiais na região. É possível ouvir disparos durante a ação.
Em outra gravação, moradores aparecem conversando com os agentes logo depois de Rafael ser baleado. Segundo parentes, Rafael esperava um carro de aplicativo perto de casa para ir trabalhar quando começou o tiroteio. Ele teria tentado correr para se proteger, mas acabou atingido.
Rafael Pacheco da Silva, de 31 anos, trabalhava como montador de móveis e pedreiro Reprodução Na mochila que estava com Rafael, estavam ferramentas que ele usaria no trabalho. "Ele estava trabalhando numa obra lá no Teixeira, bem próximo de casa. Mas ele era montador de móveis também.
Ele construía, o que você falasse para ele fazer, ele fazia. Ele tinha um projeto com as crianças lá, de vôlei", contou a viúva, Ana Carolina de Paula. Rafael tinha uma filha e morava com a mulher e os três filhos dela.
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A família esteve nesta quinta-feira (27) no Instituto Médico-Legal (IML) de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, para liberar o corpo. A irmã do pedreiro, Nailin Pacheco Barbosa, afirma que ele foi baleado por policiais e que teria sido agredido depois de cair. "A polícia baleou ele, ele caiu, ele tentou levantar, ela foi lá, baleou ele de novo.
E ele ainda no chão, ele chutou a cara do meu irmão, como se meu irmão fosse um bandido. Meu irmão foi colocado numa mala de um carro, como se fosse um lixo", afirmou. Rafael estava acompanhado de um colega de trabalho.
Segundo a família, o homem conseguiu fugir e depois prestou depoimento na delegacia. Versão da polícia A polícia afirma que Rafael foi socorrido pelos próprios agentes e levado para o Hospital Municipal Pedro II, mas não resistiu aos ferimentos. Segundo a Draco, os policiais faziam diligências de inteligência para investigar milicianos quando foram atacados por criminosos.
Houve confronto no local. A DHBF informou que testemunhas já estão sendo ouvidas e que as armas utilizadas pelos agentes serão submetidas a perícia. A investigação deve buscar esclarecer as circunstâncias da morte e identificar a origem dos disparos que atingiram Rafael.
Protesto Após a morte do pedreiro, moradores fizeram um protesto na região. Eles pediram respostas sobre o que aconteceu e justiça pela morte de Rafael. O velório está marcado para esta sexta-feira (28), a partir das 11h, no Cemitério Padre Cezari Vigezzi, em Itaguaí.
