PF investiga fraude em benefícios sociais com possível prejuízo de R$ 7 milhões por ano, na Paraíba Reprodução/Polícia Federal A Polícia Federal, em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou, nesta quinta-feira (24), a Operação Duplo Espelho, que investiga suspeitas de fraudes na concessão e manutenção de benefícios assistenciais do tipo Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS), na Paraíba.

Um dos mandados foi cumprido na Secretaria Municipal de Assistência Social de Marizópolis, no Sertão do estado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp De acordo com a Polícia Federal, o objetivo da operação é reunir provas sobre a possível inserção e manutenção de dados falsos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico). A investigação também apura o uso de CPFs extemporâneos, múltiplas identidades e endereços cadastrais divergentes para viabilizar ou manter benefícios indevidos.

🔍 CPF extemporâneo é aquele que não foi registrado no momento do nascimento da pessoa, mas incluído posteriormente no cadastro. O g1 entrou em contato com a Prefeitura de Marizópolis. O prefeito Lucas Gonçalves Braga (PSB-PB) informou que não tinha conhecimento da participação da Polícia Federal na operação e que sabia apenas da atuação da Controladoria-Geral da União (CGU).

Ao todo, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, expedidos pela 16ª Vara Federal da Seção Judiciária da Paraíba. Um deles foi realizado na casa de um dos investigados, em Triunfo, também no Sertão do estado. O homem foi abordado pelos policiais na saída do município, quando seguia para o trabalho.

O celular dele foi apreendido. Agora no g1 Durante a operação, a Polícia Federal apreendeu ainda um computador, documentos com nomes e os respectivos CPFs. Segundo a PF, o material será encaminhado para perícia.

A investigação teve origem em uma análise técnica da Polícia Federal, que identificou indícios de fraudes previdenciárias e em benefícios assistenciais destinados a pessoas de baixa renda. Os levantamentos apontaram a existência de 399 benefícios com características sugestivas de fraude.

Considerando o valor atual do BPC/LOAS, a Polícia Federal estima que a potencial lesão aos cofres públicos pode chegar a aproximadamente R$ 646,7 mil por mês, ou R$ 7,76 milhões por ano, caso seja confirmada a irregularidade nos 399 benefícios sob suspeita. Ainda de acordo com o chefe da PF em Patos, os benefícios sob suspeita teriam sido concedidos a partir de 2024. As investigações continuam para esclarecer as possíveis irregularidades e a participação dos investigados.

A Polícia Federal informou que é preservada a presunção de inocência dos envolvidos até eventual decisão judicial definitiva. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba