Francisco Lino da Silva, morre aos 91 anos Reprodução Morreu na noite deste domingo (18), aos 91 anos, Francisco Lino da Silva, carinhosamente conhecido como Seu Lino. Ícone da cultura afro-amapaense e um dos maiores nomes do samba no Estado, ele foi um dos fundadores da escola de samba Boêmios do Laguinho e autor de 35 sambas-enredo da agremiação, tornando-se o maior compositor da história da escola.
Com versos que atravessaram gerações, Seu Lino ajudou a escrever uma das páginas mais bonitas do carnaval amapaense. Suas composições embalaram a trajetória vitoriosa da escola do bairro do Laguinho e contribuíram para a conquista de cerca de 20 títulos ao longo das décadas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp Entre suas obras mais marcantes está "Ritos e Mitos do Bairro do Laguinho", samba-enredo campeão de 1963.
A composição entrou para a história não apenas pelo sucesso na avenida, mas também pela forma como surgiu: foi escrita em apenas 50 minutos durante um voo entre Macapá e Belém. A despedida dos desfiles veio em 1992, com o enredo "Que Fim Levaram as Nossas Pedras?". Como em tantos outros momentos de sua trajetória, Seu Lino transformou poesia em samba e garantiu mais um título para a escola que carregava no coração.
Nas redes sociais, o Boêmios do Laguinho lamentou a morte do compositor. Em nota, a agremiação destacou que a "Nação Negra" está de luto diante de uma perda irreparável para a cultura amapaense.
LEIA MAIS: Estudante supera rotina do trabalho no campo e 'passa' em dois concursos públicos no Amapá Mutirão leva emissão de documentos a sete comunidades de Mazagão; veja serviços e datas Carnaval 2026: Boêmios do Laguinho comemora título do Grupo Especial Menestrel e guardião da memória Mais do que sambista, Seu Lino era um símbolo vivo da memória negra do Amapá.
Guardião de histórias, tradições e saberes populares, atravessou gerações mantendo viva a identidade cultural do Laguinho, um dos bairros mais tradicionais de Macapá. Sua trajetória se confunde com a própria história da comunidade. Entre rodas de samba, carnavais e encontros populares, viu o bairro crescer sem perder suas raízes, tornando-se uma das principais referências da preservação da cultura afro-amapaense.
Com sua arte e sua presença, Seu Lino ajudou a transformar o Laguinho em um dos mais importantes territórios de celebração do samba e da cultura popular no Estado. Seu legado permanece nos versos, nos tambores e na memória de quem aprendeu a contar a história do Amapá através do samba. O velório ocorre em uma funerária no Centro de Macapá.
A partir das 14h, familiares, amigos e admiradores poderão prestar as últimas homenagens na sede do Boêmios do Laguinho. O sepultamento está previsto para as 16h30, em um cemitério da região central da capital. Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá
