Trânsito na BR-381 no sentido Belo Horizonte. Globocop Minas Gerais registrou mais de 243 mil acidentes de trânsito entre janeiro e setembro de 2026, um aumento de 4,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo levantamento do governo estadual, o número de ocorrências com mortes também cresceu, passando de 1.484 para 1.534, 50 registros a mais.

Entre as vítimas está um motociclista de 25 anos que morreu em abril deste ano após se envolver em uma batida com uma caminhonete na BR-356, na região do Belvedere, em Belo Horizonte. Ele trabalhava como piloto de aplicativo no momento do acidente e havia se casado um mês antes. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Segundo o boletim de ocorrência, o motorista da caminhonete apresentava sinais de embriaguez e se recusou a fazer o teste do bafômetro.

Ele foi preso em flagrante, mas conseguiu na Justiça o direito de responder em liberdade. O motociclista morreu no local, e outra pessoa que estava na moto ficou ferida. Sete meses após o acidente, a família da vítima afirma que ainda aguarda respostas sobre o caso.

O engenheiro civil Kleynner Jardim, familiar do motociclista, relata a sensação de impunidade. "Atrás desses números, temos uma família enlutada, uma família destruída, sonhos que ficaram pelo meio do caminho", afirmou. Causas dos acidentes Segundo a especialista em segurança viária Jacqueline Alves, o comportamento dos condutores está entre os principais fatores associados aos acidentes de trânsito.

Entre as situações de risco estão o uso do celular ao volante e o excesso de velocidade. A especialista explica que dirigir em alta velocidade reduz o tempo de reação dos motoristas e aumenta a gravidade das colisões devido à força do impacto. No caso das motocicletas, a vulnerabilidade é maior porque condutores e passageiros ficam mais expostos.

Jacqueline também alerta para os riscos de trafegar em pontos cegos de outros veículos e realizar manobras perigosas. Casal morre em acidente na Região Central de Minas Outro acidente, registrado no fim de março, deixou duas pessoas mortas em uma estrada entre Sete Lagoas e Inhaúma, na Região Central de Minas Gerais. As vítimas foram identificadas como Ana Maria Silva Cruz, de 44 anos, e José Orlando de Souza, de 56.

O casal seguia de motocicleta para o trabalho quando foi atingido por um carro. Ana Maria deixou sete filhos, entre eles duas crianças de 5 e 9 anos e uma adolescente de 14. Segundo a família, a perícia da Polícia Civil apontou que o motorista do carro estava em alta velocidade e invadiu a contramão antes de atingir a motocicleta.

A psicóloga Ariane Cristina da Silva, filha de Ana Maria, afirmou que o condutor foi indiciado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e que o caso foi encaminhado ao Ministério Público. Os familiares discordam do enquadramento e defendem que o motorista responda por homicídio com dolo eventual, quando a pessoa assume o risco de provocar a morte. Ariane também relatou que procurou o Ministério Público para discutir o andamento do caso.

"É muito difícil para uma criança, para um adolescente, entender que não tem mais a mãe. Não foi por uma doença, não foi por algo que a gente se preparou para despedir dela. Ela foi arrancada da gente", afirmou.

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