Candidatos ao governo de PE apresentam propostas para hospitais públicos No terceiro dia da série "Uma pergunta para todos", do NE2, os candidatos ao governo de Pernambuco apresentaram propostas para resolver os problemas crônicos dos hospitais públicos do estado (veja vídeo acima). Participaram da entrevista Camila Falcão (UP), Guilherme Fonseca (PSTU), Ivan Moraes (PSOL), João Campos (PSB), Raquel Lyra (PSD) e Renan Hallais (Missão). Victor Assis (PCO) foi convidado, mas não compareceu às gravações.
✅ Receba as notícias do g1 PE no WhatsApp O tempo das falas foi definido com base na representatividade de cada partido no Congresso Nacional. Os candidatos de legendas com, no mínimo, cinco representantes na Câmara e no Senado Federal tiveram um minuto de entrevista. São eles: Ivan Moraes, João Campos e Raquel Lyra.
LEIA TAMBÉM: Veja propostas para geração de empregos Confira promessas para expansão do ensino em tempo integral A sigla de Renan Hallais tem entre um e quatro integrantes com mandato no Congresso. Por isso, ele gravou uma entrevista de 40 segundos. Os demais candidatos, Camila Falcão e Guilherme Fonseca, tiveram 30 segundos de fala.
Nesta quarta-feira (23), os candidatos responderam à seguinte pergunta: Os principais hospitais da Região Metropolitana do Recife enfrentam problemas crônicos de infraestrutura, como pacientes nos corredores, falta de medicamentos e leitos, quedas de parte do gesso, que se arrastam há várias gestões. Qual a sua proposta para os hospitais públicos do estado?
Confira, abaixo, as respostas de cada candidato (em ordem alfabética): Camila Falcão (UP) "Nós precisamos de investimento na saúde pública, deixar de entregar a saúde do nosso povo para as organizações sociais para terceirização da nossa saúde. São filas enormes, falta de médico e desvalorização dos profissionais da enfermagem, por exemplo, que não recebem seu piso corretamente.
Nós da Unidade Popular defendemos investimento na saúde, levando os hospitais para o interior e garantindo que os tetos dos hospitais parem de cair na nossa cabeça." Guilherme Fonseca (PSTU) "A saúde, de fato, está um caos em Pernambuco. As pessoas estão morrendo por falta de atendimento. Vamos garantir mais vagas, mais leitos, com novos hospitais, com reforma, mas é fundamental acabar os contratos com as OSs [organizações sociais].
Essas empresas lucram, como o Imip. Nós queremos que, de fato, o dinheiro da saúde vá para a saúde. Com isso, nós vamos valorizar os profissionais da saúde, que ganham muito pouco, correndo riscos, salvando a vida das pessoas.
Então, esse é nosso programa. Saúde pública de qualidade, nenhum centavo para empresa privada." Ivan Moraes (PSOL) "Tá bonito o interior, ficou perto o hospital. Caso a saúde precise de cuidado crucial, terá seu atendimento sem precisar do tormento de correr para a capital.
Eu não vou ser o governador que vai comemorar o número de atendimento nos hospitais. Eu vou ser o governador que vai dizer que reduziu a quantidade de pessoas que precisam entrar nos equipamentos públicos de saúde. Então, a gente precisa investir pesado na atenção básica.
Pernambuco é um dos estados do país em que a atenção básica chega em menos pessoas. Então, isso, a gente vai fazer. O estado também pode conduzir o processo de interiorização da saúde a partir das residências.
Então é preciso que o estado fomente residências de especialistas que são necessários nos hospitais do interior, para que as cidades do interior não tenham que investir tanto dinheiro nos TFDs [tratamento fora do domicílio], trazendo tanta gente para lotar hospital aqui na capital. É preciso que a gente tenha uma política de saúde e não uma política de doença, que celebra quando tem mais gente doente para que a gente possa atendê-las". João Campos (PSB) "A saúde de Pernambuco está num momento crítico.
Nenhum novo hospital foi construído nos últimos anos e a rede precisa de manutenção e novos equipamentos. Eu vou construir quatro novos hospitais, um hospital do Sertão de São Francisco, um hospital do Sertão do Araripe, o Hospital da Criança do Agreste, em Caruaru, e vamos construir o maior hospital do Nordeste brasileiro, o Hospital Geral Metropolitano, com mais de 900 leitos, que vai ficar na divisa entre Recife e Jaboatão.
Esse grande hospital vai ter mais de 5 mil profissionais trabalhando nele e vai conseguir zerar as filas de cirurgias da Região Metropolitana, atendendo mais de 3 milhões de pernambucanos. Além disso, nós vamos requalificar os hospitais existentes e criar novos centros de tratamento de câncer e centros regionais para acolhimento das crianças neurodivergentes e possibilitar fisioterapia, T.O. [terapia ocupacional], fono para crianças com TEA [transtorno do espectro autista].
Vamos cuidar de verdade da saúde." Raquel Lyra (PSD) "Olha só, você que está em casa, no trabalho, nos assistindo, sabe muito bem que, em janeiro de 2023, a gente pegou uma rede de saúde pública do estado de Pernambuco totalmente sucateada e abandonada. Nem contrato de manutenção tinha. O Hospital da Restauração era o grande símbolo desse abandono e lá, quando a gente começou a trocar o piso da cozinha, encontramos até esgoto estourado embaixo dela.
Já são mais, só ali, de R$ 150 milhões de investimento que estão em obra e execução. Mas não é só lá. O Hospital Otávio de Freitas, o Hospital do Procape, o Hospital Regional do Agreste, Getúlio Vargas, o Barão de Lucena.
Todos estão tendo os seus equipamentos trocados. Desde a maca, da poltrona, os equipamentos de tecnologia. Tudo isso para atender melhor e com mais conforto e precisão os nossos pacientes.
A gente entregou um Hospital da Mulher do Agreste. Estamos em construção com mais quatro que iremos entregar. O Mestre Dominguinhos, de Garanhuns, também está em obra.
Faremos, como já estamos fazendo, o maior investimento em saúde pública da história de Pernambuco." Renan Hallais (Missão) "O problema é orçamentário, por isso a gente tem tantas negligêncicas na saúde de Pernambuco. A gente vai atuar em três fases. Na primeira, a gente vai integrar o prontuário e reduzir as perdas.
Com inteligência artificial e 'machine learning', a gente vai ter o controle do estoque e não ter mais tantas perdas assim. Segundo, a gente tem que acelerar o atendimento. Vamos usar telelaudos e fortalecer tanto a saúde no interior quanto reformar urgentemente as cinco unidades aqui da Região Metropolitana.
Terceiro, a gente vai precisar fazer uma descentralização. Hoje, o sistema oncológico é praticamente no Recife. A gente vai criar a Rede Josué de Castro, onde a pessoa vai poder ter atendimento de câncer no interior." Candidatos ao governo de Pernambuco participam da série 'Uma pergunta para todos', do NE2 Reprodução/TV Globo VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias
