Irã diz ter chegado a um acordo com Omã sobre o controle do Estreito de Ormuz O Catar pode se juntar ao acordo de divisão e administração do corredor marítimo do Estreito de Ormuz, que vem sendo negociado entre Irã e Omã. A proposta foi discutida nesta quinta-feira (27), durante uma visita do primeiro-ministro catariano a Teerã, segundo o Ministério das Relações Exteriores do Catar.

A iniciativa ocorre em meio às negociações entre Irã e Omã sobre o futuro da navegação pelo estreito, uma das principais rotas para o transporte de petróleo no mundo. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Na última quarta-feira (26), a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que os dois países chegaram a um entendimento sobre a divisão das águas do estreito e do pedágio a ser cobrado dos navios que passarem pela região.

Segundo Hossein Mohebi, porta-voz da Guarda Revolucionária, as negociações definiram qual parte das águas seria atribuída a cada país e como as receitas de navegação seriam divididas entre Teerã e Mascate. O governo iraniano também afirmou que as coordenadas de uma rota marítima planejada já foram combinadas com Omã.

LEIA TAMBÉM Trump provoca o Irã com imagem de Ormuz como 'território dos EUA'; Teerã rebate: 'Iludido' Premiê de Israel chama governantes do Irã de 'selvagens': 'Um acordo não pode ser alcançado' EUA anunciam dezenas de sanções contra o Irã e ameaçam países que mantiverem relações econômicas com os iranianos Corredor temporário As autoridades também trataram do início de uma operação de desminagem na região. A retirada dos explosivos seria necessária para garantir a segurança da navegação.

O plano ainda está em negociação e não representa uma reabertura completa do estreito. Autoridades iranianas afirmam que a passagem não será totalmente reaberta enquanto os Estados Unidos não atenderem às exigências de Teerã. Entre as condições estão o fim do bloqueio naval, a retirada das sanções econômicas e o desbloqueio de ativos iranianos mantidos no exterior.

Divergência com os EUA A cobrança de taxas dos navios que utilizam o Estreito de Ormuz é um dos pontos de divergência entre Irã e Estados Unidos nas negociações para encerrar a guerra. Teerã defende a cobrança pelo trânsito de embarcações. Washington rejeita a medida.

A eventual participação do Catar acrescentaria outro país ao arranjo discutido para a navegação no estreito. A proposta, no entanto, ainda depende de novos acordos entre os governos envolvidos. Estreito de Ormuz em 9 de julho de 2026 Reuters