Vídeo mostra dona de hotel para pets agredindo cão hospedado no local; caso vai ao MP A dona de um hotel para pets em Bonito flagrada dando tapas em Ravi, um pastor-australiano de 1 ano, afirmou que tentou impedir a morte de Kowalski, um yorkshire que, segundo ela, foi atacado pelo outro cão. Após a repercussão do caso, Ana Carla, proprietária do Hotelzinho Peludos Resort, publicou um vídeo nas redes sociais para apresentar a versão dela sobre o episódio.
Segundo Ana, ela recebeu uma ligação da filha informando que Ravi havia "pegado o Kowalski" e não o soltava. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp "Eu vim imediatamente para cá. Diante de toda a situação, no ato de desespero, eu acabei dando uns tapas no Ravi, sim, no dorso, mas não foi intenção nenhuma de maus-tratos ou de ódio gratuito", afirmou.
Ana disse ainda que tentou fazer o cachorro soltar o yorkshire, mas não conseguiu porque Ravi, segundo ela, responde apenas a comandos em alemão. "O Ravi é um cachorro que só aceita os comandos em alemão, e eu não consegui fazer ele soltar, eu não consegui. E o Kowalski veio a óbito.
Não teve o que eu fazer, eu tentei de todas as formas reanimar ele", relatou. Tutor contesta versão O tutor de Ravi, Vincent, contestou pontos do relato apresentado pela proprietária. Segundo ele, o cachorro frequentava a creche do estabelecimento desde os três meses de idade e nunca havia apresentado comportamento agressivo.
Vincent também afirmou que Ravi era conhecido pela proprietária e que ela sabia quais comandos eram utilizados com o animal. O tutor questionou ainda as circunstâncias da morte de Kowalski. Segundo ele, Ravi não apresentava marcas de sangue quando foi retirado do hotel.
Vincent também citou imagens feitas após o episódio nas quais o cachorro aparece próximo ao outro animal. "Como que é possível um cachorro agredir outro e chegar a tal fatalidade sem nada? Os horários não batem, o relato do outro lado está cheio de brecha", disse.
Vincent também questionou a estrutura do estabelecimento para lidar com situações de emergência envolvendo os animais hospedados. "Hotel é pago, o mínimo que a gente espera é segurança", afirmou. O tutor contou que se mudou para Niterói (RJ) há menos de um mês e deixou Ravi no hotel enquanto organizava os documentos e a viagem para levar o cachorro.
Segundo ele, o animal frequentava o estabelecimento desde os três meses de idade, era acompanhado por profissionais desde filhote e havia passado por adestramento. Vincent disse que não recebeu qualquer aviso do hotel sobre o episódio. Ele soube do que havia acontecido à noite, quando pessoas que sabiam que Ravi estava hospedado no estabelecimento começaram a enviar o vídeo.
Ao reconhecer o cachorro nas imagens, pediu que uma pessoa de confiança fosse buscá-lo e o levasse para atendimento veterinário. Segundo o tutor, Ravi estava assustado e apresentava comportamento diferente do habitual. Vincent também afirmou que o cachorro estava com fome, sede e sujo quando deixou o hotel.
Segundo ele, Ravi foi medicado e passa bem. O tutor afirmou que espera que a investigação esclareça o que aconteceu e disse que continuará acompanhando o caso. "O Ravi teve sorte.
O que a gente sabe são esses fatos que eu trouxe aqui. E eu vou até o fim para saber o que aconteceu." Cachorro foi agredido em hotel para pets Reprodução Caso foi encaminhado ao Ministério Público Segundo a Polícia Civil, a ocorrência foi registrada na Delegacia de Bonito na sexta-feira (3), após a Polícia Militar Ambiental receber denúncias e um vídeo em que uma mulher aparece agredindo um cachorro dentro de um estabelecimento de hospedagem de animais. O caso foi registrado inicialmente como maus-tratos.
A mulher que aparece nas imagens foi identificada e levada à delegacia para prestar esclarecimentos. Aos policiais, ela relatou que tentava separar uma briga entre Ravi e Kowalski e que o cachorro de menor porte morreu durante o episódio. Após analisar as imagens e as circunstâncias do caso, o delegado responsável entendeu que a mulher agiu para separar os animais e evitar que o yorkshire continuasse sendo atacado.
Conforme a Polícia Civil, naquele momento, não foram identificados elementos que configurassem o crime de maus-tratos. Por isso, ela não foi presa. O delegado registrou o entendimento em um despacho e encaminhou o caso ao Ministério Público, que poderá analisar os elementos apresentados e tomar as medidas que considerar cabíveis.
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