Na Casa Branca, Xi Jinping diz que China e EUA têm a responsabilidade de manter a inteligência artificial sob controle humano O futuro da inteligência artificial vai ser discutido na noite desta quinta-feira (24) em um jantar que vai reunir os presidentes da China, dos Estados Unidos e os donos das maiores empresas de tecnologia do mundo.

A correspondente Raquel Krähenbühl tem os detalhes: "Nesse momento, o presidente Donald Trump oferece um jantar de Estado ao presidente Xi Jinping, e o que for discutido no banquete pode ter impacto em todo o mundo. Além de autoridades, também participam os chefes das maiores empresas de tecnologia do mundo - Microsoft, Apple, Google, Meta, OpenAI, que é a empresa criadora da ferramenta ChatGPT, e o bilionário Elon Musk, da SpaceX e Tesla.

Antes do jantar, Trump disse que eles compreendem que representam sistemas diferentes, mas que a relação dos dois países nunca foi tão boa e que podem continuar a construir um relacionamento que promova prosperidade e segurança para as gerações futuras. Xi agradeceu a hospitalidade, disse que se sentiu em casa, contou que hoje tiveram conversas sinceras e aprofundadas. Essa é apenas a segunda vez que Xi Jinping vem para Casa Branca desde que se tornou presidente da China em 2013.

O dia de hoje foi marcado por muitas pompas, mas, até agora, não houve acordos ou avanços anunciados". 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Pela manhã, Donald Trump recebeu Xi Jinping com tapete vermelho e todas as honras de uma visita de Estado. Xi não visitava a Casa Branca há mais de uma década, desde o governo de Barack Obama.

Com gravatas combinando, os dois fizeram um pronunciamento de boas-vindas. Trump disse que eles construíram uma amizade excelente e que, desde a visita à China, há menos de quatro meses, os dois governos têm trabalhado por uma relação comercial mais equilibrada, que inclui acesso a novos mercados para agricultores e pecuaristas americanos.

Xi Jinping diz que China e Estados Unidos têm o dever de manter a IA sob controle humano Jornal Nacional/ Reprodução Trump classificou como “urgentes” as questões na pauta: segurança, tecnologia e inteligência artificial. Xi Jinping afirmou: “Diante das mudanças no mundo, em nossos tempos e diante dos acontecimentos de importância histórica que vivemos, a China e os Estados Unidos, como duas grandes potências, carregam uma responsabilidade histórica de promover o desenvolvimento e o progresso da humanidade”.

O presidente chinês disse que a competição entre os dois precisa ser saudável e ter limites. Xi falou que a China está de portas abertas para empresas americanas e cobrou: “Esperamos que as empresas chinesas sejam tratadas de forma justa aqui nos Estados Unidos”. O presidente chinês disse que os dois lados têm a capacidade e a responsabilidade de desenvolver e administrar a inteligência artificial para o bem, sempre sob controle humano.

Afirmou ainda que China e Estados Unidos devem manter a premissa fundamental de não entrar em confronto. Depois das declarações, os presidentes participaram de uma revista das tropas e assistiram ao sobrevoo de aviões militares - entre eles, o bombardeiro B-2, um dos mais avançados do mundo, capaz de ficar invisível para a maioria dos radares.

"Terminaram no momento as honrarias militares no Rose Garden da Casa Branca, uma recepção que Donald Trump só entregou ao rei da Inglaterra", conta a correspondente Raquel Krähenbühl. Xi Jinping diz que China e Estados Unidos têm o dever de manter a IA sob controle humano Jornal Nacional/ Reprodução Foi então que seguiram para a reunião fechada.

No centro das discussões: a competição em inteligência artificial, as guerras no Irã e na Ucrânia, e o tarifaço de Trump contra a China - que provocou uma guerra comercial com sobretaxas de mais de 100%. Os dois países acabaram suspendendo as tarifas em 2025 e, na quarta-feira (23), prorrogaram a trégua até janeiro de 2027. Eles também conversaram sobre o futuro de Taiwan.

Segundo o governo chinês, Xi disse a Trump que espera que os Estados Unidos mantenham a posição histórica da diplomacia americana: a de ser contra a independência da ilha. Eles ficaram reunidos por cerca de uma hora e meia. Ao final, Trump mostrou reformas que fez na Casa Branca.

“Nós tivemos um ótimo encontro. Ele gosta de granito. É um especialista em pedras”, disse Trump.

Nesta sexta-feira (25), Xi Jinping voltará à Casa Branca para o fim da visita de Estado. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Terras raras, tarifas, agro e IA: entenda o que Trump e Xi negociam e os impactos para o Brasil Em encontro de rivais, Trump fala em 'amizade verdadeira', e Xi Jinping defende política de não confronto VÍDEO: Trump faz 'careta' com voo de avião militar durante recepção a Xi Jinping; presidente chinês não esboça reação