Polícia detalha investigação sobre caso Isabelle O bacharel em Direito João Munhoz Neto, namorado de Isabelle Caracristi preso na última terça-feira (22), apresentava um perfil controlador e buscava fazer com que a namorada ficasse isolada e restrita em suas ações, conforme apontaram depoimentos ouvidos pela Polícia Civil até o momento. As informações foram divulgadas em coletiva de imprensa, nesta quarta-feira (23).

O comportamento do suspeito dentro do relacionamento aponta para a possibilidade de violência psicológica, segundo o delegado-geral Márcio Gutierrez. Este foi um dos fatores levados em consideração para o pedido de prisão preventiva, cumprido nesta terça-feira (22).

✅ Clique e siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp "O que a gente tem nos autos, até o momento, é que, realmente, ele tinha um relacionamento controlador, um relacionamento que constrangia a Isabelle, que buscava limitar a voluntariedade dela, que, inclusive, isolava ela, que é uma conduta muito característica do relacionamento abusivo... é controlar, é isolar, para que a pessoa tenha limitação nas suas amizades, nos seus comportamentos", afirmou Márcio Gutierrez.

O delegado detalhou que a Polícia Civil deve ouvir mais depoimentos nesta quarta-feira (23). Dentre os dados que compõem as investigações e continuam a ser analisados, estão conversas, vídeos e fotos nos celulares de Isabelle, João e da mãe dele. Isabelle Caracristi e João Munhoz Reprodução Os depoimentos prestados até o momento apontam que João buscava exercer um controle sobre Isabelle, tentando também restringir para onde ela ia sem ele.

"Temos depoimentos que afirmam que a Isabelle não podia sequer Ir sozinha na farmácia, descer do escritório. Então, logicamente, estamos buscando a corroboração de todas essas informações que foram prestadas, temos muitos depoimentos nesse sentido", informou o delegado-geral. A prisão preventiva de João Munhoz foi mantida pela Justiça Estadual, em audiência de custódia realizada também nesta quarta (23).

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O corpo teve múltiplas lesões com a queda, mas não apresentava sinais de violência. Dentre as possibilidades analisadas pela perícia, não foram encontrados sinais de violência sexual ou de luta corporal antes da morte de Isabelle. Comportamento após a morte de Isabelle Caso Isabelle Caracristi: apartamento foi limpo e colocado à venda após a morte da jovem.

O delegado-geral revelou também que depoimentos apontam que, no dia seguinte à morte de Isabelle, João Munhoz foi até o condomínio onde morava com a universitária em busca do celular dela. Segundo os relatos, o apartamento teria sido limpo e colocado à venda. João ainda teria proibido a entrada de familiares de Isabelle no imóvel e deixado o local carregando malas.

Nos dias seguintes à morte, ele não constituiu advogado e mudou de endereço. Somente 8 dias após a morte, o bacharel em Direito compareceu à delegacia, acompanhado de advogada. “Em nenhum momento, ele se colocou à disposição para o esclarecimento dos fatos”, afirmou o delegado-geral.

Mais de 700 vídeos estão sendo analisados pela Polícia Civil. O Delegado-Geral, Márcio Gutiérrez, informou que não há câmeras de segurança no rooftop, mas imagens de outros pontos do prédio e de áreas próximas corroboram a investigação sobre a queda. A Polícia ressalta, porém, que outras possibilidades ainda não foram completamente descartadas e que o caso permanece em investigação.

Prisão preventiva Quem é João Munhoz Neto, namorado preso suspeito de envolvimento na morte de Isabelle Caracristi. Redes sociais/Reprodução João Munhoz Neto, de 34 anos, namorado da universitária Isabelle Caracristi, 22, encontrada morta no pátio do condomínio onde morava com ele, em Fortaleza, foi preso preventivamente nesta terça-feira (22). Ele foi detido em um condomínio no bairro Aldeota, na capital cearense.

A advogada Lígia Peixe, que representa a defesa de João Munhoz, criticou a prisão preventiva, a qual ela disse que a pegou de surpresa. “Ontem ele se apresentou voluntariamente, entregou o celular, eu deixei meus telefones, disse que a hora que precisassem ouvi-lo, ele estaria em qualquer lugar para ser ouvido. Demos o endereço e, de repente, a gente é surpreendido com isso”, comentou.

O g1 apurou que o pedido de prisão preventiva tem como base os seguintes artigos do Código Penal: 122, induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou a praticar automutilação ou fornecer material para que a vítima provoque ferimento contra si; 147, ameaça. Durante a coletiva de imprensa, o delegado-geral Márcio Gutierrez apontou que o pedido de prisão preventiva também buscou preservar as condições de investigação, diante de uma 'postura não colaborativa' de João Munhoz após a morte da namorada.

Lígia Peixe disse ainda que, desde a morte, o cliente está fragilizado e sob efeito de remédios, mas não especificou quais medicações. O caso ocorreu no dia 13 de setembro, mas ganhou repercussão nas redes sociais na sexta-feira (18), depois que a mãe da vítima divulgou um vídeo cobrando explicações e justiça pelo caso.

Estudante de 22 anos é encontrada morta em condomínio 'Mãe, eu te amo': universitária enviou mensagem à família antes de ser encontrada morta Namorado disse à polícia qual foi a última mensagem recebida de Isabelle Caracristi Namorado de Isabelle Caracristi é casado com outra mulher, confirma advogada dele O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) informou, em nota, que os "procedimentos de competência do Poder Judiciário relacionados à investigação sobre a morte da estudante Isabelle Caracristi tramitam em segredo de Justiça".

O que aconteceu Universitária é achada morta no apartamento do namorado em Fortaleza A estudante universitária Isabelle Caracristi, de 22 anos, foi encontrada morta no pátio do condomínio onde morava com o namorado, de 34 anos, e familiares dele, na noite do último dia 13, no bairro Aldeota, em Fortaleza. O caso ganhou repercussão nas redes sociais depois que a mãe da vítima divulgou um vídeo cobrando explicações e justiça pelo caso (confira no vídeo acima).

Isabelle Caracristi estava no segundo semestre do curso de Direito. Ela estagiou por aproximadamente 20 dias em um escritório de advocacia em Fortaleza, onde conheceu João Munhoz Neto. De acordo com a empresa, em agosto ela solicitou seu desligamento "por razões de ordem pessoal".

A mãe de Isabelle descreve a jovem como "intensa e romântica", uma "menina linda, extremamente amorosa": "Quando eu viajava para trabalhar em Sobral, ela me ligava o tempo inteiro para saber se tinha chegado bem. Erámos muito amigas", disse Isorlanda Caracristi, em entrevista à TV Verdes Mares. Segundo a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), foram identificadas lesões no corpo da jovem "compatíveis com o impacto contra o solo".

Exames laboratoriais realizados na vítima tiveram resultado negativo para substâncias de interesse toxicológico. O celular e um tablet da mãe de João, identificada como Sara Regina Alexandre Munhoz, foram apreendidos pela Polícia Civil. O celular de Isabelle também foi recuperado e será periciado.

Imagens de câmeras de segurança obtidas pelo Diário do Nordeste e confirmadas pelo g1 mostram a movimentação no condomínio onde a estudante de Direito foi encontrada morta. Abaixo, confira a cronologia do caso: 18h32 do dia 13 de setembro: O namorado de Isabelle vai até a portaria do Condomínio La Piazza. Após 18h32 do dia 13 de setembro: o namorado e a mãe dele deixam o condomínio em um carro.

19h12 do dia 13 de setembro: Isabelle aparece sozinha em um elevador, com o celular na mão. Ela segue para o rooftop, no 23º andar. Por volta de 20h40 do dia 13 de setembro: segundo a SSPDS, ocorre o óbito de Isabelle.

22h48 do dia 13 de setembro: o namorado da estudante retorna ao condomínio. Noite de 13 de setembro: uma equipe da Perícia Criminal da Pefoce é acionada para atender à ocorrência. Durante os exames, são identificadas lesões no corpo da estudante compatíveis com impacto contra o solo.

14 de setembro: a mãe de Isabelle vai ao condomínio e é informada sobre a morte da filha. 18 de setembro: o caso ganha repercussão nas redes sociais após a mãe da estudante publicar um vídeo cobrando explicações e justiça. 20 de setembro: A mãe de João Munhoz foi encontrada no início da noite de domingo, na praia do Cumbuco, em Caucaia, município vizinho a Fortaleza.

Lá, a Polícia cumpriu um mandado de busca e apreensão para apreender o celular e o tablet dela. 21 de setembro: Dia de intensa movimentação na delegacia que investiga o caso, em Fortaleza. A mãe e o irmão de Isabelle foram ouvidos.

22 de setembro: João Munhoz Neto é preso preventivamente, por incitação ao suicídio e ameaça. Estudante de 22 anos é encontrada morta em condomínio onde morava com namorado, diz família Reprodução Assista aos vídeos mais vistos do Ceará: