Morreu em Tóquio, aos 97 anos, a artista plástica japonesa Yayoi Kusama Morreu em Tóquio, aos 97 anos, a artista plástica japonesa Yayoi Kusama. Ela usou a arte para lidar com problemas de saúde mental. A obsessão em forma de arte.
Yayoi Kusama transformou as alucinações que surgiram na infância em bolinhas coloridas repetidas, abóboras gigantes, luzes em direção ao infinito. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A artista nasceu em 1929, em Matsumoto, no centro do Japão. Mas se mudou ainda jovem para Nova York, depois de rejeitar um casamento arranjado.
Suas pinturas, esculturas, performances chocaram a família conservadora japonesa e ganharam as principais galerias de arte do mundo. Firmou parceria e estampou vitrines de uma das maiores grifes de luxo do planeta. Yayoi Kusama, artista plástica japonesa, morre aos 97 anos Jornal Nacional/ Reprodução Retornou ao Japão em 1973 e, quatro anos depois, se internou voluntariamente em um hospital psiquiátrico.
Mas seguiu produzindo. A crítica de arte inglesa Estelle Lovatt diz que, nas obras de Kusama, você sente que faz parte do mundo, mas também que o mundo é maior do que você; e que, nas salas de infinitude que ela criou, você se perde e, ao mesmo tempo, se encontra. No Brasil, entre 2013 e 2014, uma exposição com a trajetória da artista no Rio, em São Paulo e em Brasília teve mais de 1,7 milhão de visitantes.
Três instalações de Yayoi Kusama fazem parte do acervo permanente do Instituto Inhotim, em Brumadinho. No Jardim de Narciso, 750 esferas de metal sobre o espelho d’água refletem o visitante e o ambiente. A imersão do público nas obras é uma das marcas da artista.
“A gente perdeu uma das artistas mais importantes da arte contemporânea, uma pessoa de uma trajetória muito longeva, que criou e deixou um legado. Então, acredito que o Inhotim hoje ter essas três obras, expostas em caráter permanente, é uma maneira também de fazer, deixar vivo esse legado”, afirma Lucas Menezes, curador do Inhotim. Yayoi Kusama, artista plástica japonesa, morre aos 97 anos Jornal Nacional/ Reprodução Uma sala de estar tipicamente mineira é transformada por mais de 20 mil pontos brilhantes.
“Me deu uma imagem de céu, constelação, ao mesmo tempo é fechado, mas é meio aberto, porque parece um universo”, diz o arquiteto Luiz Santiago. Em outra instalação, as lanternas em frente aos espelhos trazem uma sensação de infinito. “Ela causa uma sensação diferente, uma paz e, não sei, uma sensação especial de estar ali dentro”, conta a administradora de empresas Gabriela Torres.
A artista dizia que faria o possível para levar o amor à humanidade e que, mesmo depois da sua morte, gostaria que as pessoas pudessem compreender o propósito das suas criações, sua esperança e sua paixão pela arte. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Yayoi Kusama, artista japonesa famosa por bolinhas, morre aos 97 anos Obras da japonesa Yayoi Kusama ganham uma galeria no Instituto Inhotim
