Eduarda Campopiano pode ser investigada por ataque transfóbico a Erika Hilton A deputada estadual mais votada do Rio Grande do Sul, Adri Cherini (PL), criticou nesta terça-feira (6) sua colega de partido Eduarda Campopiano (PL) por declarações sobre feminicídio e violência contra a mulher. Campopiano foi a deputada estadual mais votada de São Paulo, com mais de 1,9 milhão de votos. Cherini tem como principal bandeira a defesa às mulheres vítimas de violência doméstica.

Já Campopiano se considera "a maior inimiga das feministas de São Paulo" e tornou-se conhecida por afirmar que "feminicídio não existe" e que a tipificação penal seria uma "armadilha semântica". "Uma bobagem. Eu acho que ela precisa andar mais pelo estado dela e conhecer a verdadeira realidade.", resumiu a deputada estadual eleita no RS.

A declaração foi dada em entrevista à Rádio Gaúcha. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Cherini afirmou ainda que pretende conversar com Michele Bolsonaro, presidente do PL Mulher, para entender as declarações da colega de partido. "Não sabia disso.

Até vou me informar, inclusive hoje (terça-feira) eu estou indo a Brasília, vou ter uma reunião com a presidente Michele Bolsonaro e vou conversar, vou tentar saber, entender o que acontece sobre isso", afirmou. O g1 entrou em contato com a assesoria do PL do RS e em Brasília e também procurou a assessoria da deputada Eduarda Campopiano, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. O espaço segue aberto, e o texto será atualizado caso o partido ou a parlamentar se pronunciem.

"Feminicídio não existe" Eduarda Campopiano (PL) ganhou projeção política com posições conservadoras e críticas ao feminismo e foi eleita deputada estadual por São Paulo com a maior votação do estado, 1.956.238 votos. A parlamentar se apresenta como a “maior inimiga das feministas de SP” e ganhou projeção com falas e publicações em redes sociais sobre feminismo, cotas raciais, colonização do Brasil e identidade de gênero, muitas delas em parceria com o deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL).

Relembre as polêmicas aqui. Em uma das falas de maior repercussão, Campopiano declarou, em um podcast, que "feminicídio não existe". "Feminicídio não existe.

Feminicídio é uma armadilha semântica. Nenhuma mulher morre por ser mulher", afirmou. Campopiano também acumula polêmicas por defender a colonização e catequização de povos originários, afirmar que "vestibular não é para ser inclusivo" e por ataques transfóbicos à deputada federal Érika Hilton, a quem chama de "homem biológico".

Adri Cherini (PL), deputada estadual mais votada no Rio Grande do Sul, e Eduarda Campopiano (PL), deputada estadual mais votada em São Paulo Reprodução/Redes sociais VÍDEOS: Tudo sobre o RS